Marc Caro é um verdadeiro homem do renascimento, especialista nos mais variados ofícios, essenciais para a realização e produção de um filme. O argumentista (Delicatessen) , realizador (La Cité des enfants perdus), actor (Dobermann), director de arte (Alien 4), o animador de CG (Vidocq), editor de som e designer de produção (La Cité des enfants perdus); o homem já fez de tudo e pode se dizer que domino grande parte, se não todos, os ofícios acima descritos.
Com Dante 1.0, Caro regressa á cadeira do realizador, após 12 anos de outros ofícios igualmente ligados á meca do cinema. Este último filme do realizador promete ser visualmente deslumbrante, ou não fosse ele o responsável pelo look de Vidocq e La Cité des Enfants Perdus, conta uma história sci-fi, daquelas como já não se fazem.
No espaço profundo, nos confins da galáxia, um novo prisioneiro chega ao hospital psiquiátrico Dante 1.0. Este prisioneiro é o único sobrevivente de um encontro com uma força alienígena inimaginável...O resto será para descobrir.
A história parece simples, mas o cinema de Caro nunca foi de leitura fácil e directa, ao contrário do seu eterno parceiro no crime Jean Pierre Jeneut (O Fabuloso Destino de Amelie, Alien 4), com quem co-realizou o já anteriourmente referido "A Cidade das Crianças Perdidas".




O filme foi totalmente rodado no japão, tendo o realizador (vá-se lá saber porquê) insistido que o filme fosse falado em inglês. Ora se vos dissermos que a maioria dos actores, que entram no filme, não sabem falar a dita lingua o caos estaria instalado, mas nada que um realizador prolífico e desenrascado como Miike não conseguisse resolver. O argumento foi escrito num inglês fonético (em português seria "Áu áre iu mai meite") de modo a facilitar o trabalho e evitar de ter de se mandar os actores todos para a escolinha. O resultado poderia ter sido desastroso, mas o facto é que não é, este é um dos melhores filmes do autor de Audiction desde o seu muito afamado Ichi The Killer. É um filme de um humor corrosivo, espertalhão, brutalmente violento e intencionalmente kitch.


São várias as obras de referência sobre o tema da vingança, mas poucas são aquelas dignas de receber menções honrosas, lembra-mos aqui a trilogia magnifica de Chan Park Wook (Sympathy for Mr. Vengeance, Oldboy e Lady Vengeance). A presente temática ganhou uma dimensão relevante durante os anos 70 nos E.U.A., um pouco devido á história vivida naquele país, ao crescendo da violência em cidades como Nova Iorque etc. Filmes como Death Wish (1974) que viria a revitalizar a carreira de Charles Bronson, mais conhecido em Portugal como O Justiceiro da Noite e as suas infindáveis sequelas, punham a tónica do herói no Homem normal, frágil, com defeitos, moralmente duvidoso, algo que até então nunca tinha existido no cinema americano. A marca dos anos 70 no cinema americano, é uma ruptura com as convenções da altura, com o facto de se estar a viver uma guerra que viria a ser perdida, e com o facto da meca do cinema, através de pequenos filmes (Massacre no Texas, The Hills Have Eyes), ter necessidade de mostrar a violência tal qual como ela é - fria - e nunca glorificada.
Anos mais tarde o ciclo retoma-se com a estreia de Saw, e o então pequeno estudio Lions Gate a posta num realizador desconhecido James Wan, e num filme de extrema violência gráfica. Novamente as portas abrem-se para filmes politicamente incorrectos, como Hostel, remakes de Texas Chainsaw Massacre e afins.






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Sinopse: O filme passa-se em 2008. Após um ataque atómico aos EUA que causa uma seca de gasolina, é inventado um combustível chamado "fluido karma", que aproveita a energia das ondas do mar, mas leva à alteração do equilíbrio do eixo de rotação da Terra e acaba por abrir uma fenda na continuidade espácio-temporal.

Ainda sem estreia agendada para Portugal, como é costume. Só esperemos que não tenha o mesmo destino de History of Violence, tendo estreado "meses, meses e meses..." depois do RESTO DO MUNDO.
Por outro lado, a industria cinematográfica de Hong Kong nos anos 80 passava na altura por uma crise de valores, na qual o mercado era inundado por filmes maioritariamente de artes marciais, onde o argumento era factor menor e a matéria e a imagética da encenação da acção se evidenciava. Era comum existir uma linha de orientação dramática muitas das vezes esquelética, para não dizer inexistente, que ao longo da execução de um filme se ia moldando á cinestesia acrobática dos movimentos dos actores. Com isto os clássicos temas do cinema asiático como a vingança e a traição, eram reduzidos á encenação anti-gravitacional dos corpos.
Estávamos então no ano de 1992, quando John Woo estreia aquele que é ainda hoje uma referência para tudo o que é cinema de Hong Kong. Hard Boiled é um dos melhores filmes de acção de sempre, com o actor fetiche do realizador Chow Yun Fat, que incorpora um personagem larger than life – Tequilla – sempre de fósforo ao canto da boca, nunca recarregando as armas e com um Ego maior que o mundo. O actor Anthony Leung (In the Mood for Love, 2046) desempenha o papel do polícia infiltrado numa tríade (lembra-vos alguma coisa?), e que conjuntamente com Tequilla vão formar a dupla mais improvável da história do cinema de HK.

Para aqueles que nunca descobriram O Ódio (salvo seja) aqui têm uma oportunidade única de o fazer, com uma qualidade de imagem fantástica para um filme absolutamente avassalador. 
É o regresso há já muito aguardado de Felix da Housecat com um novo album - Virgo Blaktro And The Movie Disco. Simplesmente fabuloso e em grande forma, depois das aventuras duvidosas com P. Diddy.
É o regresso também da cantora britânica de origem Tamil (Sri Lanka), com o novo albúm Kala. Depois do grande Hype á volta da sau primeira aventura Arular, este é um disco mais equilibrado e que reforça o cult status da vocalista.
Henrik Schwarz foi uma das grandes revelações de 2006. Sendo dj há vários anos, fez uma pausa na sua carreira para se dedicar à sua formação no design e começou há poucos anos a remisturar algumas músicas que foram captando a atenção de nomes como Jazzanova ou Gilles Peterson, até que no ano passado lançou a música que seria a sua consagração “leave my head alone brain”.





