quarta-feira, setembro 19, 2007

Nova Cara do Palhaço Coming Soon

O Palhaço anda no Extreme Makeover! Não sabemos ainda quando estará pronto o novo rosto do blog, acreditamos que poderá demorar ainda algum tempo, por isso aqui fica um cheirinho de uma das remodelações do demo.

Comprometemo-nos a ir vos mostrando o work in progress.

Finalmente

Depois de anos de peditório, dos fãs incondicionais, para o lançamento de uma edição em dvd que dignificasse a obra prima de Ridley Scott, eis que é já no dia 18 de Dezembro que a dita sai. É uma edição comemorativa dos 25 anos do filme e serão lançadas simultâneamente 3 versões diferentes: uma edição de 2 discos, uma edição de 4 discos e uma mala com tudo o que um verdadeiro fanático tem direito.
Podem encontrar uma descrição exaustiva do conteúdo de todas as edições aqui.

A.D.D. aka After Donnie Darko

Depois do ovni arrebatador que foi Donnie Darko em 2001, realizado e escrito por um então virgem nas lides cinematográficas Richard Kelly, eis que 5 anos depois nos está preste a chegar Southland Tales. Segundo a crítica internacional, estamos perante um outro objecto voador não identificado, daqueles de por os cabelos em pé e não pelas melhores razões. Pelo que nos é dado a entender, é um filme que dividiu opiniões, de amor e ódio, pela sua temática politico-satirica, pela miscelânia de géneros - ficção ciêntifica, musical, comédia, thriller.
Concordamos que são raros os casos em que este "melting pot" funcione de forma eficaz, lembramo-nos de um perfeito exemplo - "Save the Green Planet" - do sul coreano Joon-Hwan Jang, que consegue com o seu primeiro filme aquilo que poucos conseguiram - coesão.
Apesar do elenco de peso da nova obra de Richard kelly (Sarah Michelle Gellar, Wayne "The Rock" Johnson, Justin Timberlake, Jon Lovitz, etc.), o filme viria a sofrer com as suas constantes e infinitas restruturações, com os 160 minutos de duração, etc.
Sinopse: O filme passa-se em 2008. Após um ataque atómico aos EUA que causa uma seca de gasolina, é inventado um combustível chamado "fluido karma", que aproveita a energia das ondas do mar, mas leva à alteração do equilíbrio do eixo de rotação da Terra e acaba por abrir uma fenda na continuidade espácio-temporal.
Aqui no Palhaço somos fãs de Kelly, vamos esperar para ver o que ele engendrou para as nossas cabeças. Aguarda Absolvição!!!

terça-feira, setembro 18, 2007

Dark Knight Coming Soon

Será só para o dia 18 de julho de 2008 que teremos a estreia da muito aguardada sequela de Batman Begins. O filme chama-se The Dark Knight e conta com o elenco já conhecido do seu antecessor, excepto Katie Holmes (ao que parece as pressões do maridão não surtiram efeito), e com novas aquisições como Maggie Gyllenhaal, Aaron Eckhart, Anthony Michael Hall, Heath Ledger e muitos outros.
Deixamo-vos com o novo Joker aka Heath Ledger (Brokeback Mountain). Medo, muito medo!!!

sexta-feira, setembro 14, 2007

O Regresso de David Cronenberg

Depois do filme "History of Violence", baseado na graphic novel homónima de John Wagner e Vince Locke, David Cronenberg regressa novamente acompanhado de Vigo Mortensen e com a preciosa ajuda de outros dois excelentes actores, o francês Vincent Cassel e a aussie girl Naomi Watts. A história gira á volta do crime organizado russo cediado em Londres.
Ainda sem estreia agendada para Portugal, como é costume. Só esperemos que não tenha o mesmo destino de History of Violence, tendo estreado "meses, meses e meses..." depois do RESTO DO MUNDO.



quarta-feira, setembro 12, 2007

Hard Boiled

John Woo nasceu a 1 de Maio de 1946 no sul da China, tendo iniciado a sua carreira como assistente de realização para os estúdios Shaw Brothers de Hong Kong em 1969. O seu primeiro filme data de 1973, tendo se tornado um realizador prolífico nos mais variados géneros.

Estávamos no ano de 1986 quando em parceria com um então jovem produtor Tsui Hark (Legend of Zu), John Woo realizou aquele que se tornaria o seu tour de force. O filme "A Better Tomorrow" defeniu desde muito cedo a imagem de marca do realizador, que com ele encontrou o seu actor fetiche Chow Yun Fat.
Por outro lado, a industria cinematográfica de Hong Kong nos anos 80 passava na altura por uma crise de valores, na qual o mercado era inundado por filmes maioritariamente de artes marciais, onde o argumento era factor menor e a matéria e a imagética da encenação da acção se evidenciava. Era comum existir uma linha de orientação dramática muitas das vezes esquelética, para não dizer inexistente, que ao longo da execução de um filme se ia moldando á cinestesia acrobática dos movimentos dos actores. Com isto os clássicos temas do cinema asiático como a vingança e a traição, eram reduzidos á encenação anti-gravitacional dos corpos.
Estávamos então no ano de 1992, quando John Woo estreia aquele que é ainda hoje uma referência para tudo o que é cinema de Hong Kong. Hard Boiled é um dos melhores filmes de acção de sempre, com o actor fetiche do realizador Chow Yun Fat, que incorpora um personagem larger than life – Tequilla – sempre de fósforo ao canto da boca, nunca recarregando as armas e com um Ego maior que o mundo. O actor Anthony Leung (In the Mood for Love, 2046) desempenha o papel do polícia infiltrado numa tríade (lembra-vos alguma coisa?), e que conjuntamente com Tequilla vão formar a dupla mais improvável da história do cinema de HK.

Esta obra de referência do cineasta é detentora de todas as suas afamadas marcas de autor, pode inclusivé assumir-se como um filme síntese do periodo de HK de John Woo, faz a fusão de tudo o que se passava então no cinema asiático, com o seu universo e as suas referências, por onde povoam Jean Pierre Mellville, David Lean, Sam Peckinpah, John Ford e os bailados dos musicais como "West Side Story"; sendo a música substituida pelo barulho das armas.

Woo encena a acção como se de um musical se tratasse. Assim, o sapateado de Fred Astair é substituido pelos movimentos graciosos de Chow Yun Fat quando este dispara duas 9mm ao mesmo tempo; a introdução de personagens com uma dualidade interna (Anthony Leung) em que o bem e o mal se confundem; as gabardines, os óculos escuros e o fósforo ao canto da boca ao estilo de Humphrey Bogart; a desconstrução balética da acção que inspirou Matrix; e finalmente a ruptura com a imagem de marca dos filmes made in HK. Até que ponto Hard Boiled é relevante para a história do cinema asiático? Bem digamos que sem a obra de Woo, conjuntamente com o seu outro filme A Better Tomorrow, não haveria o seu equivalente contemporâneo Infernal Affairs.

A Nova Edição em DVD da Dragon Dinasty é remasterizada e restaurada, repõe a faixa áudio em cantonês DTS e 5.1, ao invés da tenebrosa dobragem em inglês das anterioures edições. Tem um conjunto de bons extras, de onde se realça um documentário de 40 minutos com Johnn Woo himself. Absolutamente Ifernal !!!

O Ódio

Andava um dos vossos palhaços a deambular pela Fnac, e eis que redescobre a edição em DVD do assombroso "La Haine" do então estreante Mathieu Kassovitz. Muito já se falou deste filme, aquando da sua estreia em 1995, mas esta edição em dvd comemorativa dos 10 anos do filme traz-nos uma mão cheia de extras. Em primeiro lugar e o mais importante, o preço na Fnac ser os 10€, por outro lado o facto de ser uma edição dupla traz material suplementar ao kilo, mas num bom sentido. Assim, temos direito a um documentário de mais de uma hora chamado "10 anos depois do ódio", trailers do filme, documentários making off, os castings efectuados aos actores escolhidos para o filme, storyboards, etc etc etc.
Para aqueles que nunca descobriram O Ódio (salvo seja) aqui têm uma oportunidade única de o fazer, com uma qualidade de imagem fantástica para um filme absolutamente avassalador. Infernal !!!

sexta-feira, setembro 07, 2007

Discos Na Forja


A dupla de productores alemães Booka Shade, responsáveis pelos êxitos body language, mandarin girl e in white rooms, regressa desta vez ao leme dos pratos para mais uma compilação da já conhecida série Dj Kicks. Estes senhores resolveram compilar o velho com o novo, que vai desde Yazoo, passando por John Carpenter (esse mesmo o realizador) e pelos próprios Booka Shade com dois temas inéditos. Saí a 22 de Outubro. Infernal !!!!!

É o regresso há já muito aguardado de Felix da Housecat com um novo album - Virgo Blaktro And The Movie Disco. Simplesmente fabuloso e em grande forma, depois das aventuras duvidosas com P. Diddy. Infernal !!!
É o regresso também da cantora britânica de origem Tamil (Sri Lanka), com o novo albúm Kala. Depois do grande Hype á volta da sau primeira aventura Arular, este é um disco mais equilibrado e que reforça o cult status da vocalista. Infernal !!!

Henrik Schwarz foi uma das grandes revelações de 2006. Sendo dj há vários anos, fez uma pausa na sua carreira para se dedicar à sua formação no design e começou há poucos anos a remisturar algumas músicas que foram captando a atenção de nomes como Jazzanova ou Gilles Peterson, até que no ano passado lançou a música que seria a sua consagração “leave my head alone brain”.
Os seus temas incorporam tanto de maquinal como de orgânico sendo descritos como um grupo de músicos de jazz a improvisarem techno de Detroit, dançáveis e hipnóticos. Um dos pioneiros a usar um laptop nos seus sets os seus live acts são já lendários.
Depois da Infernal e assombrosa compilação para a dj kicks (ouçam por favor), edita agora um cd de uma das suas live sessions. Infernal !!!

sexta-feira, agosto 24, 2007

Maestro dos Pratos

Este é talvez um dos melhores (arriscamos mesmo a dizer o melhor) discos de verão, para festas que primem pela diferença, para ouvir em casa, no carro, no ipod, onde e como quiserem. É simplesmente fabulosa a forma como Steffen Berkhahn aka Dj Dixon sequencia e mistura os 14 temas desta compilação da não menos fabulosa editora Get Physical. Poderiamos perder todo o tempo do universo a tecer fortes elogios a este senhor e ás suas ecléticas escolhas musicais, mas saberiam sempre a pouco.
Aqui fica o conselho do palhaço para deitarem as mãos imediatamente, já, agora e depressa ao "Body language Vol.4" de Dixon. Só para os verdadeiros aventureiros...

terça-feira, julho 03, 2007

Grindhouse

(Palhacinho as seen and very much approved)
Grindhouse is the latest film by Quentin Tarantino, a celebration if not culmination of his lifetime love for B-, C- and Z-grade exploitation movies. A groundbreaking co-production with longtime creative partner Robert Rodriguez, the anthology aims to recall the low budget double-feature format pioneered in the 1960s and '70s, but update its formulas with modern-day money and technical know-how. While this appears to have liberated Rodriguez, a director who has toiled for more than a decade in otherwise overdressed genre pictures, it curiously has exposed Tarantino's filmmaking Achilles' heel -- namely, his inability to distinguish when that celebration of movie magic interferes with a well-told tale.
At the same time, there are so many amazing and innovative ideas in Tarantino's pastiche-cum-homage that it's hard to hold his section in too low regard, particularly given its wealth of breathtaking action sequences and one particularly powerful performance. So even if Rodriguez' effort surpasses his headliner's by an outright star or so, this tribute to cinema's exploitative dregs is some of the most dynamic and engaging filmmaking produced in years.At three-plus hours, Grindhouse is comprised of two short films, Planet Terror and Death Proof, which are connected by a series of fake trailers shot by industry colleagues like Eli Roth (Hostel) and Edgar Wright (Shaun of the Dead). Rodriguez' Planet Terror is presented first, presumably because he is the lesser-known of the two directors, but his proves to be the better movie and more faithful interpretation of the grindhouse "ethos." In the film, Freddy Rodriguez (Lady in the Water) plays Wray, a traveler with a shady past who becomes the unlikely savior for a band of survivors when the rest of humanity succumbs to a mysterious disease that turns them into zombies.

With Planet Terror, Robert Rodriguez hasn't merely paid homage to the zombie flicks and John Carpenter movies that inspired his filmmaking career, but fulfilled his potential as both a technical and emotional storyteller. Where previously he dazzled audiences with visually stunning but emotionally bereft tales, he has synthesized thought and feeling in one of the most unexpectedly satisfying films of the year -- one so spectacular, in fact, that it could and should easily stand on its own without the need for the grindhouse context. As Grindhouse's anchor and what one hopes will be vindicated as the "A" picture against Tarantino's b-movie follow-up, Planet Terror is Rodriguez' best film to date and an unequivocal masterpiece of celebratory schlock.




quinta-feira, junho 28, 2007

Tarantino vs Takashi Miike

Here are a couple of looks at Japanese horror master Takashi Miike’s upcoming Japanese Western “Sukiyaki Western Django”, which was shot entirely in English, and even features a cameo appearance by Miike pal Quentin Tarantino. So what’s it about? “Set during “The Genpei Wars” at the end of the 1100s, the Minamoto and Taira gangs face off in a town named Yuda, while a deadly gunman (Ito Hideaki) comes to the aid of the townsfolk.” Sounds a lot like Sergio Leone’s “A Fistful of Dollars”, aka Akira Kurosawa’s “Yojimbo”, aka Dashiell Hammett’s “Red Harvest”. Then again, I could be wrong.

Billed as “Japan’s first true Western” and shot entirely in English (an interesting turn, given that Miike doesn’t speak the language himself), the film stars Hideaki (PYROKINESIS) Ito, Koichi Sato, Yuseke Useya, Masanobu Ando and Kaori (MEMOIRS OF A GEISHA) Momoi (with whom Tarantino shares his scenes). The title’s a nod to one of the most famous of Italy’s spaghetti Westerns of the 1960s, in which Franco Nero played the title role.

quarta-feira, junho 27, 2007

Batman e a Carripana Nova




A Carripana Nova...

Prince of Persia vai ao Cine


Robert Sanchez over at IESB.net shared the scoop, naming Bay as director on the Jerry Bruckheimer-produced project and confirming a projected summer 2009 release date. IESB also points out that the Bay-Bruckheimer alliance has produced past blockbusters like "The Rock," "Armageddon," and both "Bad Boys," meaning this "Prince" will surely be as big as they come.


The film is adapted from the "Prince of Persia: Sands of Time" video game, and will follow the titular hero, "an adventurous prince who teams up with a rival princess to stop an angry ruler from unleashing a sandstorm that could destroy the world" (per IMDB). According to the report, studio heads hope that Bay will head to work on "Persia" as soon as he's done with a little summer project about warring robots. Script comes courtesy of video game creator Jordan Mechner, who also wrote the three installments of the game series; Jeffrey Nachmanoff ("The Day After Tomorrow") also worked on revisions.


Jerry Bruckheimer has been busy as of late with his Pirates franchise and his countless hit TV shows but still he has been working hard to get other film franchises off the ground. The IESB can exclusively report that his upcoming film, Prince of Persia: The Sands of Time, has found a director and a release date!
So I am sure you are wondering by now who Jerry has tapped to direct the adaptation of the best selling video game, right?
Bruckheimer has teamed up with him in the past to bring you Bad Boys I and II, The Rock, Pearl Harbor and Armageddon. Yes, that's right, Michael Bay is directing Prince of Persia: The Sands of Time for a Summer release.
The IESB was able to confirm with Disney Studios that they are hopeful that Michael Bay will indeed direct the picture right after he is done with this Summer blockbuster, Transformers.
You might remember a couple of years ago when we confirmed that Bay was behind Transformers just as he was finishing The Island. So now, just as he is finishing up Transformers, we are announcing that he will in fact be behind Bruckheimer Prince of Persia: The Sands of Time.
This feature film adaptation is “based on the video game, which follows an adventurous prince who teams up with a rival princess to stop an angry ruler from unleashing a sandstorm that could destroy the world.
The original creator of the game, Jordan Mechner, has said that "Rather than do a straight beat-for-beat adaptation of the new videogame, we're taking some cool elements from the game and using them to craft a new story - much as 'Pirates' [of the Caribbean] did with the theme park ride."
Mechner wrote the first draft of the screenplay for the feature film with subsequent drafts by Jeffrey Nachmanoff.

A Branca Acorrentada


Black Snake Moan employs a provocative story premise - a black man chaining up a young white woman - to tell an intelligent and quite sweet story about a relationship between two wounded souls. It's a little like the 2002 bondage drama Secretary in that way - that film was a touching love story that happened to be between two people who liked kinky sex. There's no sex between Lazarus and Rae. This is not the Russ Meyer remake of Jungle Fever the posters are suggesting! Rae comes on to him like she does to every man but he's too kind-hearted to take advantage of her. The film does suggest at times that he may be punishing her as a substitute for his errant wife but for all his flaws, Lazarus is a good guy. And Rae is genuinely disturbed, a woman with a self-destructive need to be used and abused by men. So this is a bit more complex than the average Hollywood relationship drama, however it's not an arty psycho-drama any more than it's soft porn. Black Snake Moan is a character drama that's funny, good-natured, occasionally shocking but always entertaining. Gifted writer-director Craig Brewer, who won some acclaim for Hustle And Flow, takes some pretty twisted subject matter and finds the humour and the humanity in it. It's simultaneously taboo-breaking, thoughtful and fun.


I'd go as far as to say Black Snake Moan is the best film I've seen so far in 2007. It engaged me like nothing else I've watched this year. I do worry that the advertising material, cool as it looks, is drawing in a crowd that won't get what it expects and will put off many people who would appreciate the film. This is not a shameless attempt to whip up a controversy. While Christina Ricci stripped to her panties is not exactly unpleasant to look at for two hours, this isn't really a sexy film (she's also bruised and bloody for much of that time). Ignore the posters and teasers and give this a try and you'll find a warm and sensitive character drama that has more in common with Of Mice And Men than Faster Pussycat! Kill! Kill!

O Regresso da Noiva


Ever since 2005, writer/director Quentin Tarantino has been promising that "Kill Bill: The Whole Bloody Affair" would see the light of day and even mentioned releasing it theatrically with an NC-17 rating. For those who don't remember, The Whole Bloody Affair was meant to be both Kill Bill films put together with some additional/alternate footage including The Bride slicing through the House of Blue Leaves in full color (as it was released overseas). Well, according to Amazon.com, we may actually see this release happen. "Kill Bill: The Whole Bloody Affair" is now listed for DVD release on November 6th of this year by Genius Products/Weinstein Company. All that is known about the release right now is, the running time will be 247 minutes and will include 4 discs. Knowing Tarantino, it is hard to say how much this release will change or if it will even change at all but no matter what happens, it better be worth the wait.

terça-feira, setembro 19, 2006

THE HOST (palhacinho approved)

Depois de ter sido muito bem recebido na Quinzena dos Realizadores em Cannes, exibido em duas sessões esgotadas, «The Host» estreou na Coreia do Sul com um número record de cópias (620) e a arrasar nas bilheteiras. À data da escrita deste texto era de prever que se viesse a tornar o filme sul-coreano mais bem sucedido de sempre, destronando «The King and the Clown» (2005).
Conforme seria de esperar do realizador de «Barking Dogs Never Bite» (2000) e «Memories of Murder» (2003), dois títulos de referência do mais recente cinema coreano, «The Host» não é um banal filme de género, ainda que siga algumas regras e convenções — afinal, continua a ser sobre um monstro mutante que se alimenta de humanos.
O modo como se mostra a criatura diverge da generalidade das obras de género, que optariam por obscurecê-la durante boa parte do filme, focando mais os resultados (cadáveres, autópsias, etc.) do que o agente responsável pelas mortes. A súbita investida do monstro, em plena luz do dia, traz consigo uma intensidade difícil de replicar nos casos em que o terror é doseado, obedecendo a “regras” de escrita de guiões.
Outra peculiaridade é um avanço da narrativa que não procura finais grandiosos, difíceis de contornar em obras de grande orçamento. Vamos escusar-nos de entrar em descrições pormenorizadas, como é natural, mas digamos que a criatura não sobe, qual King Kong, ao topo do 63 Building (o edifício mais alto de Seul), apesar de andar lá por perto, nem entra pelo maior centro comercial do mundo adentro, no dia da sua inauguração.
Bong Jun-ho coloca o foco na família Park e nas suas relações internas. As personagens são convincentes e nunca se nos aferem como escritas para suportar os actos da criatura voraz. O drama resulta e a audiência comove-se, por vezes (também registei o testemunho de alguém que tinha pena do monstro — que, coitado, tal como nós, come para viver — mas diria que se trata de uma excepção).
Há humor que raia a paródia, como na peça noticiosa em que a entrevistada é filmada por debaixo da mesa (para ser mantida no anonimato), ou nos momentos de pânico que se geram na rua quando se teme o contágio pelo vírus. Tal como nos seus filmes anteriores, Bong lida com notável eficiência com a mistura dos vários registos: acção, terror, drama, comédia.
A personagem de Song Kang-ho é outra face desta convivência de registos: é um sujeito lento, distraído, adormece onde calha; um tolo e um embaraço aos olhos dos irmãos, com o pai sempre a tentar desculpá-lo. Provoca gargalhadas na audiência, mesmo quando tem de enfrentar a criatura que levou aquilo que tinha de mais precioso — a filha.
O subtexto político foi desvalorizado pelo realizador que o remete para um mero ingrediente do género. É verdade que não é raro que mesmo filmes americanos culpem o governo ou os militares pela criação de mutações ou de zombies, mas a crítica ao “colonialismo” dos EUA não deixa de se registar em «The Host». Acresce que a cena de abertura foi inspirada num caso real em que um funcionário da morgue de uma base militar americana ordenou o despejo de químicos no Rio Han.
Os efeitos especiais, produzidos por estúdios na Nova Zelândia (Weta Workshop), EUA (The Orphanage) e Austrália (Creature Workshop), são, de um modo geral, eficientes, ainda que alguns planos, sobretudo na parte final, sejam menos satisfatórios. No entanto, a tensão e, por vezes, o terror produzem quase sempre os resultados pretendidos, algo que não é fácil com imagem digital. Um dos trunfos é, certamente, o design do monstro — que Bong pretendeu mais realista do que “espectacular” —, aliado ao talento de um dos mais notáveis realizadores coreanos.
Pode ser já um cliché dizer que «The Host» é mais o drama de uma família do que um “filme de monstros”, mas tal não deixa de ser verdade e é um dos seus êxitos; é a luta de uma família para se manter unida depois do ataque inesperado de uma criatura mutante e não um blockbuster com um monstro de apetite insaciável perseguindo personagens reduzidas a acompanhamentos.
in Cinedie Asia

sexta-feira, maio 26, 2006

MAIS UMA GAJA DO SIRILANCA E UM TIO A TOCAR PANDEIRETA

Pois é tá a chegar o verão e o calor e este é o disco perfeito para abrir as hostes! Chamam-se Jahcoozi (qualquer alusão á banheira com bubbles é pura ilusão) e é uma espécie de M.I.A. mas sem entrar em ragga overdrive, alias ambas as vocalistas vêm do Sirilanca (ahhh! essa terra do ragga).

O disco aconselha-se vivamente (esta expressão é o poder - vivamente) tem tudo para abanar as paredes da vossa casa...uma espécie de ghetto beats em vossa casa ou no carro...

Muiiiiiiito Boooooooooom

Para ouvir...mas só um bocadinho
http://www.soulseduction.com/common/item_detail.php?ItemID=153987

segunda-feira, maio 22, 2006

O REGRESSO DOS MESTRES (palhacinho approved)

Simplesmente incrível o tema que se encontra no Ep dos representantes do Sonar Kolectiv. Chama-se "rej" e é o resultado de uma parceria entre Innervisions e o magnifico Âme.
Nós aqui no palhaço não temos palavras para descrever um tema que atravessa os mais variados géneros da electrónica.
Se quiserem é o "beau mot plage" para o verão de 2006.
Para escutar...mas só um bocadinho:
Quem também está de regresso é o Sr Matthew Herbert (ou Herberto para os amigos), que depois da borrada que foi o disco conceptual e/ou instalação sonora "plat du jour", regressa em grande. Vamos repetir.
Regressa em grnde carago! O rapaz esmerou-se mas muito e criou um disco absolutamente imprescindível.
Aqui fica a review da soulseduction:
With his new album 'Scale', restless musical innovator Matthew Herbert has produced his most accessible and mellifluous song collection to date. In just a decade as a recording artist, Herbert has become Britain's most inventive and prolific electronic composer, recording under his own name as well as Doctor Rockit, Wishmountain, Radio Boy, Transformer and others. Globally respected beyond narrow scenes or genes, he has also produced and remixed artists as diverse as Björk, REM, John Cale, Roisin Murphy, Yoko Ono and Serge Gainsbourg.
'Scale' is a culmination of these achievements to date, containing echoes of all Herbert's musical identities. In a career spanning jazz, house, techno and avant-garde sample collages, his most frequent vocal collaborator has been his partner Dani Siciliano. The velvet-voiced chanteuse again features prominently on 'Scale' alongside the singers Neil Thomas and Dave Okumu, who fronts the band Jade Fox and has previously collaborated with SA-RA Creative Partners, 4 Hero, IG Culture, Courtney Pine and many more. The album also features a chamber orchestra, a woodwind section, French horns and many of the big band players heard on Herbert's 2003 album, 'Goodbye Swingtime'. (...)
Most of the unusual objects on 'Scale' were deployed in groups of 12, a thematic nod to the western musical scale of 12 notes. But the album title also has another meaning: scale as in perspective, the means to gauge the distance between past and present, childhood and adulthood, personal contentment and global discontent. Finding a way to measure his own life as a successful musician with freedom against a global backdrop of war, poverty and inequality. "Hopefully the album still has that celebratory quality, even though it's a kind of sad," Herbert concludes. "To be honest I'm pissed off with myself. I wanted to write an upbeat pop record, but I didn't. You can't do that when Dick Cheney is in control. The world is so messy at the moment, I couldn't bring myself to do it. But I would really like this record to be considered upbeat. It's designed to be enjoyable." Ah, but 'Scale' is much more than enjoyable.
It is a sumptuous banquet of soulful pop made with integrity, intelligence and invention. Proof that, even in troubled times, the best music can be both playful and political, serious and sublime. It is all just a question of scale.
Para ouvir...mas só um bocadinho:

segunda-feira, maio 15, 2006

THE HOST segundo Lovecraft

Depois do excelente “Memories of Murder”, o cineasta coreano Bong Joon-ho ultima os trabalhos daquele que considera ser o seu projecto de sonho.Com o nome “The Host”, e com Bae Doona, Park Hae-il, Song Kangho e Byeon Hee-bong no elenco, o filme segue a luta desesperada de uma família contra a presença de um monstro que vive nas águas do Rio Han. Este projecto, inspirado na obra de H.P. Lovecraft, tem sido tratado como um “segredo de estado”, sabendo-se que metade do orçamento está destinado à criação de efeitos especiais, estimando-se que esse valor se situe nos 4,6 milhões de dólares.
Este dinheiro vai ser usado para serem criados efeitos visuais e sonoros, quer em CGI, quer mecanicamente, estando três empresas a trabalhar neles. Entre elas está a inevitável Weta Digital (“Lord Of The Rings”, “Narnia”), sendo também de realçar a presença da Creature Workshop (“Racing Stripes”) e da The Orphanage (“Jeepers Creepers 2” e “Hellboy”).Numa recente entrevista, Bong Joon-ho falou do projecto, revelando que o secretismo se deve a não contar demasiado, estragando assim as eventuais surpresas. Para além disse, o cineasta adiantou que este não é um filme onde a criatura é o fundamental a focar, mas sim a sua envolvencia numa obra que terá um pouco de acção, drama e até alguma comédia.

terça-feira, maio 09, 2006

DISCOS DO MÊS (palhacinho approved)

Kelley Polar vem dos Metro Area e é o MÁÁÁÁIÓÓÓÓÓR. Grande disco, fabuloso, hipnotizador, algures entre uma Beta Bande e Giorgio Moroder.


A musa Ellen Alien uniu forças com Apparat e é um disco muitissimo interessante. Entre as linguagens da electrónica de Detroit e o experimentalismo.

A get physical lança mais uma compilação, desta vez comemorativa da editora, novamente ao leme a dupla M.A.N.D.Y. e o seu house minimal...bom para o verão e simultaneamente diferente do habitual (essa do habitual é para quem não conhece estes tios).