sexta-feira, agosto 28, 2009

K-20: Kaijin niju menso den (2009)

Japão 1949, Teito é a capital do país e é controlada por aristocratas que monopolizam a maioria da riqueza. K-20, um misterioso homem com a habilidade de mudar a sua aparência, transformou os ricos no objetivo dos seus actos criminosos. Confundido com o autêntico criminoso, o acrobáta circense Heikichi Endo (Takeshi Kaneshiro) irá ter de escapar da prisão para provar a sua inocência com a ajuda da nova vítima de K-20, Yoko Hashiba (Matsu), a bela esposa de Kogoro Akecho (Nakamura) e o famoso detetive que o prendeu.
É simples, directo e foi outro dos blockbusters de verão do cinema nipónico, conta com o actor Takeshi Kaneshiro (House of The Flying Daggers, Red Cliff) no papel principal e é uma espécie de Robin Hood a todo o gás. Este recomenda-se até ás criancinhas!

20th Century Boys 2: Last Hope (2009)

Depois do inicio fantabulástico (é claro que a palavra não existe!) da trilogia 20th Century Boys, eis que nos chega o segundo tomo da história. 20th Century Boys: Last Hope mantém o espirito do primeiro, tem inclusivé a árdua tarefa de arrancar onde o filme anterior ficou, mas sobre tudo tem um problema! E que problema é esse? Bem é o problema do qual todo o filme do meio de uma trilogia sofre, nem é peixe nem é carne; ou seja, há uma clara tentativa de fazer um filme de transição, há a tentativa louvável de tentar incluir todos os pormenores dos enésimos volumes do Manga, mas é aí que as coisas também começam a vacilar. 20th Century Boys é sem dúvida um work of love, antes de ser uma autêntica money making machine (no japão tem facturado como pãesinhos quentes), isto porque os seus autores tentam ser o mais fieis possivel á bd o que por vezes se torna demasiado denso para quem não é um conhecedor da obra original.
Por outro lado, com o primeiro filme sentimos que estavamos perante um argumento (dentro do género) muitos furos acima da média, com um excelente ritmo, suspense e subplots, paracendo por vezes estarmos a ver uma espécie de Lost da Manga ("Lost da Manga" isto soa bem...vamos apontar no caderno das ideias perdidas).
De qualquer forma, para quem viu o primeiro, este fica um pouco aquém das expectativas, por isso aguardamos ansiosamente o final da trilogia e esperemos que seja uma espécie de The Return of The King ao invés de um Two Towers (com todo o devido respeito).

sexta-feira, agosto 14, 2009

Låt Den Rätte Komma In (2008)

Ficaram confusos com o título não? Pois bem, em inglês chama-se Let The Right One In e é um filme sueco realizado por Tomas Alfredson, passado na Suécia - fotografado maravilhosamente sob um quase constante manto branco de neve - e que aborda a juventude e a inocência a par de um tema habitualmente sobrenatural, os vampiros, retratado aqui de forma muito mais natural. É um daqueles filmes que parece que é só mais um, mas que depois de o vermos mudamos completamente a nossa opinião. Baseado no livro do sueco John Ajvide Lindqvist, que também escreveu o argumento, o filme de Tomas Alfredson surpreende pela positiva e poderá vir a ser um filme de culto dentro do género.O filme conta a história de Oskar, um rapaz constantemente a ser ameaçado e incomodado pelos colegas da turma, que encontra o amor e a vingança em Eli, uma rapariga bonita mas peculiar que afinal é um vampiro. O que parece ser um filme de terror é muito mais que isso, é um drama com um toque de romance e uma história absolutamente espectacular envolvendo tudo. Não cai nos clichés usuais do género e prende o espectador até ao último segundo.
Possuidor de uma fotografia maravilhosa, Let The Right One In sobe ainda mais na classificação pela fabulosa performance dos actores principais, de apenas 12 anos, que convencem e agarram a atenção do espectador. Mais uma vez, a história totalmente aterradora não tem momentos mortos, é sólida e bem construída, deixa perguntas no final do filme, o que é sempre bom, e, mais que isso, a deixa o espectador a roer as unhas para saber o que acontece a seguir.
Vencedor de mais de 40 prémios internacionais incluindo 12 para melhor filme internacional.

terça-feira, agosto 11, 2009

The Bastards é o novo projecto musical apadrinhado pelo palhacinho, cujo conceito gira á volta da música pop nas suas mais variadas formas e géneros. Não estamos perante originais, mas sim de reintrepretações e mashups de musicas pop conhecidas por todos, provando que a pop é universal e os acordes de uma música poderão encaixar na perfeição para outra ou outras quaisquer. É só clicar na imagem para terem o primeiro tomo, porque o album ou colecção só para 2010.

Buraka Som Sistema

Chama-se Blood Diamond Mixtape e é o presente de verão dos Buraka Som Sistema. A compilação visa recriar os dj sets avassaladores dos Buraka e nela podem encontrar todos os bootlegs e versões alternativas para as músicas da banda, assim como faixas de outros artistas. Ideal para ouvir bem alto e beber uns copos!
É chamamos-lhe presente porque a compilação é gratuita, para a obterem basta aceder ao site da banda. Apressem-se enquanto ainda está disponíuvel.

sexta-feira, agosto 07, 2009

Painted Skin (2009)

Painted Skin é o filme mais recente de Donnie Yen, dirigido por Gordon Chan e também o candidacto oficial de Hong Kong a concurso para o oscar de melhor filme estrangeiro para 2009. Painted Skin é baseado no conto do homónimo do livro Estranhos Contos De Liao Zhai, um livro escrito por Pu Songling no fim do século XVII. Embora divulgado como um remake de Painted Skin dirigido por King Hu em 1993, o enredo detsa nova versão é consideravelmente diferente.
Wang Sheng (Chen Kun) é um general que, ao dizimar uma orde de bárbaros com seu exército, resgata das suas garras uma jovem prisioneira chamada Xiao Wei (Zhou Xun). Num misto de pena e desejo, Wang leva a bela jovem para casa sem saber que ela na verdade é demónio que precisa de se alimentar periodicamente de corações humanos para manter a aparência humana.
Por tal gesto heróico, Xiao Wei apaixona-se por Wang Sheng e deseja tornar-se a sua esposa. O problema é que Wang já é casado com Pei Rong (Vicky Zhao Wei), que por sua vez é um antigo amor de Pang Yong (Donnie Yen), um ex-general que é chamado de volta à cidade para investigar uma série de assassinatos cometidos por um outro demónio (Qi Yu Wu), que arranca corações para levar à sua amada Xiao Wei. Para auxiliar Pang Yong na caça ao assassino, entra em cena Xia Bing (Fearless), uma inexperiente caçadora de demónios. E mais não contamos!
Devido á temática do sobrenatural, Painted Skin é comumente classificado como um filme de horror, quando na verdade é uma envolvente história de amor, sendo um desfile de amores platónicos.

O filme está povoado por representações de excelência, com destaque pra Vicky Zhao Wei, que declarou em entrevistas que a tocante amargura de sua interpretação foi resultado de uma estratégia perigosa do realizador, em que durante as filmagens, que duraram 2 longos meses de inverno, tanto o realizador como a equipa simplesmente não davam minima atenção à actriz. Quando acabava de filmar as suas cenas, todos simplesmente a ignoravam. Vicky Zhao Wei caiu em depressão e foi necessária a presença da sua família nos sets para ter condições psicológicas de continuar as filmagens. Segundo as suas palavras, a dor da solidão foi tão grande que todas as lágrimas que vemos no filme são reais!

Na senda de visionar todos os vencedores dos prémios do cinema de Hong Kong de 2008, Painted Skin é um filme excelente a par com outro dos premiados já aqui revistos - The Beast Stalker - tendo sido um ano acima da média para o cinema asiático.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Coming Soon

Nunca foi a nossa chávena de chá filmes baseados em jogos de video, mas eis que chega uma das notícias cinéfilas mais surpreendentes do verão, na verdade a noticia já é de alguns bons meses, mas só agora foram reveladas as primeiras imagens da adaptação cinematográfica de Prince of Persia. Para quem não conhece os jogos do Prince of Persia, heresia a vossa, para quem os conhece fica ainda a novidade de que o argumento se baseia num dos melhores jogos da série - Sands of Time, conta com o Mr. Donnie Darko himself - Jake Gyllenhaal - na pele do príncipe, com a bond girl Gemma Arterton, o grande sir Ben Kingsley, Alfred Molina e com a produção de Jerry Bruckheimer ná há que falhar para um belo filme de pipocas.

Coming Soon

Depois do tiro no vazio que foi o relativamente simpático Speed Racer, eis que regressam os irmãos Wachowski novamente como produtores do novo filme de James McTeigue, realizador de V for Vendetta.

Falamos do hiper cinestésico Ninja Assassin, do qual vos deixamos o trailer. Veremos se será interessante!

quarta-feira, julho 29, 2009

Top 5 Movies do Palhacinho para Agosto

1º The Beast Stalker (2008)
Pelas excelentes representações dos actores, por nos deixar na ponta da cadeira do principio ao fim. E porque é o filme do c**** do mês (ponto final parágrafo).

2º Blood The Last Vampire (2008)
Por estarmos á espera de ver o filme á que séculos e pelas expectativas não terem saido goradas. E já agora porque somos grandes fãs do Anime e esta versão não desiludir e ser a cara chapada do original, mas em carne e osso.

3º The hangover (2008)
Pela parvoice desgarrada do principio ao fim e de alguns bons gags.

4º Blood and Black Lace (1964)
Por ser um dos clássicos que vimos este mês que nos surpreendeu bastante. Basta dizer que é do grande Mario Bava e está tudo dito.

5º Duplicity (2008)
Originalidade do argumento de um filme de espionagem no meio da indústria cosmética, e porque marca o regresso de Julia Roberts, o que é sempre simpático.

segunda-feira, julho 27, 2009

Blood And Black Lace (1964)

Concebido inicialmente pelos co-financiadores da Alemanha Ocidental como um rotineiro thriller policial, Sei Donne per l'Assassino representa um tremendo avanço no desenvolvimento do moderno filme de horror.
Em Blood and Black Lace (1964), Bava retira o ênfase das personagens e suas motivações psicológicas, criando detse modo uma sinfonia operática de violência em que ninguém é o que parece. No paranóico ambiente do filme, não se deve confiar em ninguém. Homens de negócios aparentemente respeitáveis revelam-se assassinos sádicos; todos os outros ou são seguros-de-si e intocáveis (por exemplo, o inspetor) ou traiçoeiros e chantagistas. Mario Bava usa a camara de modo a que o público tome parte da acção, sem encorajar contudo a simpatia do espectador com as personagens; por estas razões, muitos críticos continuam ainda hoje ferverosos opositores de Blood and Black Lace, levando Bava a responder pela criação de uma celebração sem remorsos do sadismo.
Com bastante frequência, as personagens de Bava são marcadas por uma incapacidade de amar. Em nenhum outro filme este conceito é mais aparente. Ainda que a maioria das personagens principais estejam envolvidas em relacionamentos, elas são demasiado embutidas afectivamente para que possam sentir realmente alguma coisa uns pelos outros.
Executado com uma perspicácia mórbida e repleto dos deslumbrantes toques estilísticos que tiveram tão profunda influência em Dario Argento e Martin Scorsese, Blood and Black Lace representa uma etapa lógica na maturidade crescente de Bava como cineasta. Os recursos um tanto esgotados dos géneros do gótico e do peplum deixaram o realizador ansioso por tentar algo novo. Embora um outro seu filme The Girl Who Knew too Much tenha permitido que Bava deixasse pra trás as armadilhas artificiais do filme de época, este ainda sofre de certa falta de maturidade - pode ser o primeiro giallo, mas é um giallo incerto. Em Black Sabath, o realizador deu um passo no sentido correto com o segmento "Il telefono" (seu segundo thriller com ambientação contemporânea), mas é com Blood and Black Lace que surge o género Giallo. É um filme de tal crueldade sem remorsos e cinismo amargo que agitou o género nos seus próprios fundamentos. Visualmente Blood and Black Lace é um dos filmes mais bonitos de Mario Bava: não há um único plano que não seja digno de exposição numa qualquer galeria de arte. A direção de arte de Bava fornece enorme impacto ao espectador . E mesmo a idéia de ambientar um violento thriller nos confins de uma casa de alta costura é um conceito deliciosamente irónico, estabelecendo imediatamente um conflito inquietante entre a acção e o ambiente.
Mesmo se os filmes que veio a inspirar (incluindo Haloween de John Carpenter, 1978, e Cabo do Medo de Martin Scorsese, 1991) não citem directamente Blood and Black Lace, o filme permanesce uma obra de poder e substância, e um clássico em seu próprio direito.

quinta-feira, julho 23, 2009

The Beast Stalker (2008)

The Beast Stalker foi uma das grandes surpresas do cinema de Hong Kong para 2008, e foi também um dos grandes vencedores dos prémios de cinema de HK, com distinção nas categorias de melhor actor e melhor actor secundário.
Dante Lam escreve e realiza um filme surpreendente, pelo revivalismo de um tipo de cinema de acção old school típico da década de 80, pela excelência das representações e por um domínio absoluto dos planos e realização, mas sobretudo pelo seu estilo de cinema guerilla que passamos a explicar. Ora The Beast Stalker foi filmado nas ruas de Hong Kong com câmara ao ombro e no espírito do salve-se quem puder, onde as cenas exteriores foram executadas com o mínimo de equipa técnica e em que os transeuntes das ruas são apanhados no meio de cenas de acção trepidantes sem saberem muito bem se é um filme ou se é coisa séria. A expressão de surpresa e receio dos figurantes “á força” está bastante bem captada pelo trabalho do realizador, e os dois actores, sendo um deles sobejamente reconhecido pelo publico asiático, mas que no filme está caracterizado de forma quase irreconhecível. Imaginem um Clive Owen com meia cara desfigurada e a correr pelas ruas de nova Iorque com uma arma na mão e aos tiros, sem ninguém perceber que é o Clive Owen e que se trata da rodagem de um filme, e estão lá perto da coisa.
O argumento é de uma história comum mais que vista, que nas mãos de um qualquer seria mais um filme de acção, mas que nas mãos de Dante Lam é sem dúvida nenhuma um “Filme do C****”.
Por isso caros leitores, apertem bem o cinto, preparem-se para o caos nas ruas de uma das cidades mais movimentadas do mundo, e para um filme que vos vai colocar sob tensão do inicio ao fim. Para bom entendedor meia palavra basta – “f****ck”.

terça-feira, julho 21, 2009

The Hangover (2009)

Muito raramente os palhacinhos dão tempo de antena a filmes de comédia, a não ser em rarissimas excepções, as quais podemos conta-las pelos dedos, lembramo-nos do fantástico Super Bad, do hilariante Pineapple Express e agora ao que parece teremos outro - The Hangover. Vários foram já os outros palhacinhos que nos falaram do filme - "é o novo superbad"; "é a parvoice total"; "têm que falar do filme no blog", etc.etc. Pois bem, para que nos parem de martelar a cabeça aqui fica a promessa de que já tá marcado um visionamento do mesmo e que a critica virá muito em breve. Que já não vos podemos ouvir!

sexta-feira, julho 17, 2009

Akira (2011)

Antes de mais a notícia veiculada á uns meses atrás era já para ficar entusiasmado e apreensivo. Ao que parece Leonardo DiCaprio, fã do filme anime Akira (1988), estaria a dar tudo por tudo para conseguir produzir a transposição da animação para a tela com actores de carne e osso. Pois é, para grande desilusão de muitos e suspiros de alívio de outros, parece que ficou tudo em banhos maria, sendo que a única certeza é que DiCaprio está fora.
Na realidade, e apesar de grande parte dos fãs do anime considerarem idiota a adaptação da história de Akira de Tokyo para Nova Iorque, nós só podemos ficar de alguma forma desiludidos. Desiludidos porque, por muito mau agoiro que os fãs hardcore do anime tivessem face ao projecto, nós aqui no palhaço até estavamos a torcer para que o filme fosse á vante pela mão de DiCaprio, é que o senhor até tem feito bons filmes e conserteza iria tratar o projecto com dignidade. Ficamos só com a imagem de apresentação de um prop para o suposto filme.

quarta-feira, julho 15, 2009

Secret Defense (2008)

A terceira longa metragem de Philippe Haïm - Secret Defense - seduzio grande parte da crítica francesa pela sua eficácia, ritmo trepidante, interpretações competentes e fotografia de Jérôme Alméras.
Secret Defense é uma viagem ao mundo dos serviços secretos franceses; e não sendo um filme que parta de uma ideia original, é contudo extremamente eficaz nas cenas de suspense e intriga, tendo uma excelente montagem que incute no filme constante tensão.
A originalidade do guião está na forma como a história é contada, onde o filme começa onde acaba, e onde é abordado em paralelo o recrutamento de um agente e o recrutamento de um bombista suicida, ficando a ideia de que ambos não são assim tão diferentes.

terça-feira, julho 14, 2009

Owusu & Hannibal

Este é daqueles discos que não sai do ipod, nem á força da marreta, sendo ele um clássico instantâneo underground e porta estandarte da nova soul. Owusu & hannibal é uma dupla Dinamarquesa que prefere uma música composta de especulações soul/pop em torno da verdade que apenas poderá ser gerada por gente consciente da sua própria realidade - independentemente da possível falta de correnteza que nos envolve o quotidiano. Talvez isso explique uma capa que, longe da beleza da maioria dos temas, coloca os intervenientes num cenário exterior falso e desmazelado, obrigando o ouvinte a descobrir as pequenas maravilhas do interior. Entre o mundo de Stevie Wonder, passando por Michael Jackson, piscando o olho a uns defuntos Spacek e desaguando num r n'b exótico e desprovido de regras. O album chama-se Living With, data de 2006 e continua no nosso ipod há 3 anos.

sexta-feira, julho 10, 2009

Filme Mistério da Semana Passada

Fica desvendado o filme mistério da semana passada, que tem causado algum tumulto entre a massa crítica, ou se ama ou se odeia. Comparações são feitas a Donnie Darko, o que quer que isso queira dizer!

Ilsa The She Wolf From The SS (1975)

O cinema de drive-in, ou se quiserem grindhouse, sempre foi um estilo eximio na combinação perversa entre sexo e horror, mas em Ilsa o patamar é outro bem mais acima (ou abaixo!), falamos do perverso vs sexo vs fascismo. Talvez sejam os uniformes; talvez seja o exercer do poder autocrático que permite fazer o que quiser com o outro sem pensar nas consequências, uma espécie de S&M permitido por direito; talvez seja a própria situação de conflito, como se fosse uma guerra; etc. No caso de Ilsa, a personagem de Dyanne Thorne, tem o motivo extra de possuir seios grandes e ser lésbica (não! a sério?). Parece simples! E é. De mau-gosto! E é. Mas para muito boa gente gente, não há outro motivo para ver filmes de sexploitation a não ser ultrapassar limites culturais e do socialmente aceite.
Os quatro filmes da série "Ilsa" abordam sete tipos de abuso de poder militar. Ilsa The She Wolf of the SS gira á volta de um campo de concentração onde são realizadas experiências de tortura com mulheres; mas ao mesmo tempo que a personagem Ilsa testa a resistência à dor das prisioneiras, também procura um homem para saciar a sua incansável pulsão sexual.
É cinema trash no seu melhor (que neste caso é - "no seu pior"), sendo este um daqueles filmes que é inacreditávelmente tão mau, ultrapassando a barreira do bom gosto em larga escala, o que o torna num bom filme trash. É tão mau, tão mau que é bom!
Por isso para o visionamento aconselha-se: 1º um grupo de amigos de mente aberta e preparado para a parvoice; 2º deixar as pipocas no micro-ondas, não vá alguém vomitar; 3º muito alcool á mistura; 4º deixar o cérebro á porta; e 5º odiar nazis.
E dizem vocês -"Porque é que perdemos tempo a falar deste filme?". Porque é estúpido e danado para a parvoice.

quinta-feira, julho 09, 2009

28º Prémios do Cinema de Hong Kong (2009)

Melhor Filme - Ip Man

Melhor Realizador - Ann Hui (The Way We Are)

Melhor Actor - Nick Cheung (The Beast Stalker)
Melhor Actor Secundário – Liu Kai Chi (The Beast Stalker)

Melhor Cinematografia – Arthur Wong (Painted Skin)

Best film editing – Yau Chi Wai (Connected)

Melhor Direcção Artística– Tim Yip (Red Cliff)

Melhor Guarda Roupa e Caracterização – Tim Yip (Red Cliff)
Melhor Sound design – Wu Jiang & Roger Savage (Red Cliff)
Melhores Efeitos Especiais– Craig Hayes (Red Cliff)
Melhor Banda Sonora– Taro Iwashiro (Red Cliff)