Bem...Hmmm! Como é que vamos mesmo começar a escrever sobre o novo filme de Nicolas Winding Refn? A obra do realizador começa com um par de filmes surpreendentes do ponto de vista plástico, mas também ao nível do seu argumento, "Bronson" foi um filme que pôs no mapa realizador e um magnifico actor chamado Tom Hardy, posteriormente "Valhalla Rising" conferiu-lhe estatuto de realizador de culto, mas foi anos mais tarde com o filme "Drive" que Nicolas Winding Refn se afirma definitivamente. Drive é um remake do filme homónimo datado dos anos 70, onde tudo foi estudado ao mais ínfimo pormenor, passando pela estética, direcção de arte e direcção de actores, sendo neste último campo que se ressalva a importância e a mestria na contensão do actor Ryan Gosling.
O ano de 2013 marca o regresso de Nicolas Refn com novo filme - "Only God Forgives" - fazendo-se recorrer novamente de Gosling, mas com muita água à mistura. Only God Forgives é um filme mediano, tecnicamente de encher o olho, completamente vazio, niilista, com um Ryan Gosling em piloto automático, com muito pouco diálogo (Gosling mal a abre a boca durante o filme todo) e extremamente violento. Ao nível da violência gráfica estamos no campo da violência pura e gratuita e sem substância dramática que a justifique.
Voltemos então ao inicio do nosso "pequeno" texto, porque também não há muito mais para escrever. Então recordemos - Como é que vamos mesmo começar a escrever sobre o novo filme de Nicolas Winding Refn? Bem! Com um profundo silêncio e espaço em branco.















Mesmo tendo sido lançado após o sucesso de Hush... Hush... Sweet Charlotte (1964), Bette Davis já estava numa fase de declínio onde os papéis que lhe eram atríbuidos já não eram tão bons e as suas participações, segundo dizem, eram aceites pelo número de cenas em que aparecia e não pela importância da personagem interpretada. Mas mesmo assim, o profissionalismo e a técnica da actriz eram irrepreensíveis e mais que suficientes para elevar a qualidade de qualquer produção desse mesmo período. The Nanny (1965) tinha tudo para ser um filme tipico de série B, mas a representação de Bette Davis, principalmente quando junto com William Dix, transformam as cenas num drama psicológico de uma tensão assoladora.


Para grande surpresa surpresa dos mundo do cinema e da própria Hammer, o filme The Course of Frankenstein (dirigido por Terence Fisher, com guião de Jimmy Sangster e com participações de dois actores até então desconhecidos Peter Cushing e Christopher Lee) tornou-se um inusitado sucesso de bilheterias. Filmado em Technicolor, o filme mostrou o personagem de Mary Shelley como nunca tinha sido visto até então: com cores e bastante violência. Os Est+udios Hammer utilizavam praticamente sempre a mesma equipa técnica e de actores, filmavam vários filmes em simultaneo e de uma destas produções (junto com a Universal, que, além de financiar metade do filme, fazia a distribuição internacional) nasce o filme Horror of Dracula, fazendo um sucesso ainda maior do que seu antecessor e imortalizou Christopher Lee como o segundo grande Drácula do cinema (o primeiro tinha sido o eterno Bela Lugosi). A partir destes dois filmes, a Hammer nunca mais parou de produzir e fazer sucesso. Com histórias simples, aproveitando-se da imagem popular dos personagens de terror, usando habilmente as cores e o sexo (as mulheres eram escolhidas pela sua beleza, sensualidade e seios grandes, sendo que quase sempre eram vestidas com roupas de decotes bastante generosos). Christopher Lee faria várias vezes o personagem Drácula e Peter Cushing seria conhecido como o seu eterno nemesis - Van Helsing.