O mestre nipónico do suspense, Naoki Urasawa, ganhou a atenção do mundo com Monster, o seu thriller que conta a história do médico Kenzo Tenma no encalço do monstro Johan, o jovem assassino que o próprio doutor salvou no passado. Anos depois, o Manga foi adaptado para anime. Urasawa conquistou uma legião de fãs graças à sua habilidade ímpar de abrir inúmeros mistérios e solucioná-los de forma inquestionável, fechando histórias sem quaisquer pontas soltas, sempre com temas complexos, envolvendo dilemas religiosos e éticos. Muito em função do sucesso do anime de Monster, outra obra de Urasawa, talvez a sua obra-prima, foi adaptada para cinema.
20th Century Boys é uma história de crianças que, no fim dos anos 60, numa brincadeira de infancia, imaginaram ser super-heróis e salvar o mundo no futuro, criando um símbolo da sua amizade. Anos mais tarde já adultos, eles descobrem que a sua imaginação infantil torna-se realidade, embora fossem apenas pessoas comuns enfrentando o mal inexorável. Em 1997, quando começam os presságios do cataclismo iminente, o símbolo daquela amizade ressurge, mas corrompido, trazido à tona por um homem que se identifica como "Amigo", líder de uma seita religiosa, e que planeia, em nome da "Vontade do Cosmos", destruir o mundo.O filme, adaptado pelo próprio Urusawa e dirigido por Yukihiko Tsutsumi, é o primeiro de uma trilogia que pretende cobrir todos os 22 volumes da manga, seguindo tudo da forma mais fiel possível. Excelente filme, que abre caminho para os próximos dois.






O que parecia ser uma ideia interessante rapidamente descamba num atroz filme de terror pseudo-intelectual, aproveitando-se apenas a magnífica cinematografia de qualidade superior.O realizador Fabrice Du Welz proporciona belos planos, servidos principalmente pelas paisagens lindíssimas de Burma. Esteticamente, não há nada a apontar, muito pelo contrário, existem algumas cenas que são filmadas de forma muito inteligente e a parte sonora, essa, é perturbante e normalmente bem aplicada. Sendo o corpo de actores extremamente competente nas personagens que interpretam.
Apesar de uma bela cinematografia, de uma excelente estética e de boas interpretações, Vinyan falha redondamente na história que decide contar, ao invés da história que poderia ter contado, ficando uma sensação de promessa, daquilo que o filme poderia ter sido e não é.

No caminho para o dito julgamento, o comboio militar é atacado por um avião nazi. Quase todos os prisioneiros são mortos no interior do camião em que eram transportados, e os que tentam fugir são fuzilados pelos militares que os escoltavam. No fim do confronto, sobrevivem apenas o tenente Yeager e os quatro soldados anteriormente citados, que resolvem unir esforços para chegar à fronteira Suíça – que, na época, era território neutro.


Ondskan viria a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Galardoado ainda pela Academia de Cinema da Suécia com os prémios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Produção Artística, o filme baseia-se no bestseller autobiográfico do escritor e jornalista Jan Guillou.
Grande parte da credibilidade das situações é gerada pela brilhante direcção de actores, uma vez que o elenco, apesar de maioritariamente jovem, é bastante seguro. Andreas Wilson, no papel de protagonista, é especialmente notável num desempenho capaz de espressar as convulsões internas de um adolescente incapaz de responder a uma realidade contraditória. Combinando austeridade e fragilidade, Wilson assinala uma muito promissora prestação e é um dos maiores trunfos do filme. Simplesmente brilhante



