Na ausência de filmes interessantes e dignos da nossa atenção, viramo-nos para o passado não muito distante para encontrar-mos Ondskan de Mikael Håfström.Estocolmo, anos 50. A vida de Erik, um jovem de 16 anos, está manchada de violência e conflitos. Quando é expulso da escola, é enviado para um colégio interno como uma última oportunidade para se libertar do seu círculo vicioso e continuar os estudos. Mas o colégio é tudo menos um refúgio – aqui, o mal está sistematizado sob a forma da opressão imposta aos estudantes mais novos pelo mais velhos. Conseguirá Erik manter a dignidade sem ser arrastado na espiral de violência que está a ameaçar o seu futuro? Esta é a questão colocada ao longo das duas horas de um filme simplesmente brilhante.
Ondskan viria a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Galardoado ainda pela Academia de Cinema da Suécia com os prémios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Produção Artística, o filme baseia-se no bestseller autobiográfico do escritor e jornalista Jan Guillou.
Grande parte da credibilidade das situações é gerada pela brilhante direcção de actores, uma vez que o elenco, apesar de maioritariamente jovem, é bastante seguro. Andreas Wilson, no papel de protagonista, é especialmente notável num desempenho capaz de espressar as convulsões internas de um adolescente incapaz de responder a uma realidade contraditória. Combinando austeridade e fragilidade, Wilson assinala uma muito promissora prestação e é um dos maiores trunfos do filme. Simplesmente brilhante!







The Killer é sem dúvida a obra prima de John Woo, pelo menos aquela que o deu a conhecer ao mundo ocidental, e não foge praticamente a nenhuma das premissas que caracterizam o subgénero que o próprio Woo criou - heroic bloodshed. O filme explora as marcas do autor, com a amizade, a honra, o dever e a redenção, tendo por suporte a violência extrema aliada a cenas emblemáticas pejadas de estilo. É um filme feito com corpo e alma, de dimensão superior, fazendo com que este mereça constar no panteão das grandes obras de sempre da história do cinema asiático.
The Killer não foi dos filmes mais populares do cineasta em Hong Kong — o seu sucesso no ocidente até criou ressentimentos na indústria local. Mas é o apogeu do seu cinema híbrido: encontro celestial entre Scorsese, Jean-Pierre Melville e a lealdade e honra das lendas marciais e heróicas chinesas, decantados por uma sensualidade lânguida e pelo romantismo terminal do cristão e moralista que é John Woo. Velas, cruzes e pombas saturam o amor entre um polícia e um assassino contratado, que se tacteiam com as armas — entre eles, uma mulher cega. É um espectáculo fúnebre em que a vertigem erótica é diferida através de bailados de balas e corpos no ar. O final, é uma histérica citação de "Duelo ao Sol", de King Vidor. Mágnifico e imperdível


A história é sobre Peter Neal (Anthony Franciosa), um famoso escritor de livros policiais violentos, que viaja a Roma para divulgar seu último "best seller" Tenebrae. Enquanto ele ainda está no avião, um psicopata inicia uma série de assassinatos aparentemente inspirados no seu último livro. O detective responsável pelo caso, Germani (Giuliano Gemma, o único policia simpático dos filmes de Argento), pede ajuda ao escritor, que entre os seus compromissos promocionais começa a receber cartas e telefonemas do assassino.


A história é sobre um grupo de soldados Judeus-Americanos, conhecidos como "the bastards", que são escolhidos para espalhar o terror pelo território ocupado pelos nazis.
As primeiras fotos já andam aí, e provam que o filme irá contar com um autêntico star power, como os filmes de Tarantino nunca tiveram. 













A outra proposta vai para Taken, protagonizado por Liam Neeson e com a realização de Pierre Morel. Aqui a história é pautada por 90 minutos de acção trepidante, com um enredo que está lá para suportar as cenas de acção, mas sem cair totalmente no vazio. È um excelente filme de acção puro e duro, uma espécie de nova versão do filme Commando (esse mesmo), daqueles que seguem a lógica de A a B, sem grande espaço para contemplar as falhas. Liam Neeson é convincente no papel de pai (agente do governo retirado) cuja filha é raptada num país estrangeiro, ao qual ele terá de se deslocar para a resgatar.










Graças ás novas tecnologias do cinema digital, o filme será lançado directamente para video, e funciona como um reboçado para os fãs do double feature de Rodriguez e Tarantino. É o regresso do cinema trash em grande (ou será em pequeno?). 