quarta-feira, agosto 05, 2009

Coming Soon

Nunca foi a nossa chávena de chá filmes baseados em jogos de video, mas eis que chega uma das notícias cinéfilas mais surpreendentes do verão, na verdade a noticia já é de alguns bons meses, mas só agora foram reveladas as primeiras imagens da adaptação cinematográfica de Prince of Persia. Para quem não conhece os jogos do Prince of Persia, heresia a vossa, para quem os conhece fica ainda a novidade de que o argumento se baseia num dos melhores jogos da série - Sands of Time, conta com o Mr. Donnie Darko himself - Jake Gyllenhaal - na pele do príncipe, com a bond girl Gemma Arterton, o grande sir Ben Kingsley, Alfred Molina e com a produção de Jerry Bruckheimer ná há que falhar para um belo filme de pipocas.

Coming Soon

Depois do tiro no vazio que foi o relativamente simpático Speed Racer, eis que regressam os irmãos Wachowski novamente como produtores do novo filme de James McTeigue, realizador de V for Vendetta.

Falamos do hiper cinestésico Ninja Assassin, do qual vos deixamos o trailer. Veremos se será interessante!

quarta-feira, julho 29, 2009

Top 5 Movies do Palhacinho para Agosto

1º The Beast Stalker (2008)
Pelas excelentes representações dos actores, por nos deixar na ponta da cadeira do principio ao fim. E porque é o filme do c**** do mês (ponto final parágrafo).

2º Blood The Last Vampire (2008)
Por estarmos á espera de ver o filme á que séculos e pelas expectativas não terem saido goradas. E já agora porque somos grandes fãs do Anime e esta versão não desiludir e ser a cara chapada do original, mas em carne e osso.

3º The hangover (2008)
Pela parvoice desgarrada do principio ao fim e de alguns bons gags.

4º Blood and Black Lace (1964)
Por ser um dos clássicos que vimos este mês que nos surpreendeu bastante. Basta dizer que é do grande Mario Bava e está tudo dito.

5º Duplicity (2008)
Originalidade do argumento de um filme de espionagem no meio da indústria cosmética, e porque marca o regresso de Julia Roberts, o que é sempre simpático.

segunda-feira, julho 27, 2009

Blood And Black Lace (1964)

Concebido inicialmente pelos co-financiadores da Alemanha Ocidental como um rotineiro thriller policial, Sei Donne per l'Assassino representa um tremendo avanço no desenvolvimento do moderno filme de horror.
Em Blood and Black Lace (1964), Bava retira o ênfase das personagens e suas motivações psicológicas, criando detse modo uma sinfonia operática de violência em que ninguém é o que parece. No paranóico ambiente do filme, não se deve confiar em ninguém. Homens de negócios aparentemente respeitáveis revelam-se assassinos sádicos; todos os outros ou são seguros-de-si e intocáveis (por exemplo, o inspetor) ou traiçoeiros e chantagistas. Mario Bava usa a camara de modo a que o público tome parte da acção, sem encorajar contudo a simpatia do espectador com as personagens; por estas razões, muitos críticos continuam ainda hoje ferverosos opositores de Blood and Black Lace, levando Bava a responder pela criação de uma celebração sem remorsos do sadismo.
Com bastante frequência, as personagens de Bava são marcadas por uma incapacidade de amar. Em nenhum outro filme este conceito é mais aparente. Ainda que a maioria das personagens principais estejam envolvidas em relacionamentos, elas são demasiado embutidas afectivamente para que possam sentir realmente alguma coisa uns pelos outros.
Executado com uma perspicácia mórbida e repleto dos deslumbrantes toques estilísticos que tiveram tão profunda influência em Dario Argento e Martin Scorsese, Blood and Black Lace representa uma etapa lógica na maturidade crescente de Bava como cineasta. Os recursos um tanto esgotados dos géneros do gótico e do peplum deixaram o realizador ansioso por tentar algo novo. Embora um outro seu filme The Girl Who Knew too Much tenha permitido que Bava deixasse pra trás as armadilhas artificiais do filme de época, este ainda sofre de certa falta de maturidade - pode ser o primeiro giallo, mas é um giallo incerto. Em Black Sabath, o realizador deu um passo no sentido correto com o segmento "Il telefono" (seu segundo thriller com ambientação contemporânea), mas é com Blood and Black Lace que surge o género Giallo. É um filme de tal crueldade sem remorsos e cinismo amargo que agitou o género nos seus próprios fundamentos. Visualmente Blood and Black Lace é um dos filmes mais bonitos de Mario Bava: não há um único plano que não seja digno de exposição numa qualquer galeria de arte. A direção de arte de Bava fornece enorme impacto ao espectador . E mesmo a idéia de ambientar um violento thriller nos confins de uma casa de alta costura é um conceito deliciosamente irónico, estabelecendo imediatamente um conflito inquietante entre a acção e o ambiente.
Mesmo se os filmes que veio a inspirar (incluindo Haloween de John Carpenter, 1978, e Cabo do Medo de Martin Scorsese, 1991) não citem directamente Blood and Black Lace, o filme permanesce uma obra de poder e substância, e um clássico em seu próprio direito.

quinta-feira, julho 23, 2009

The Beast Stalker (2008)

The Beast Stalker foi uma das grandes surpresas do cinema de Hong Kong para 2008, e foi também um dos grandes vencedores dos prémios de cinema de HK, com distinção nas categorias de melhor actor e melhor actor secundário.
Dante Lam escreve e realiza um filme surpreendente, pelo revivalismo de um tipo de cinema de acção old school típico da década de 80, pela excelência das representações e por um domínio absoluto dos planos e realização, mas sobretudo pelo seu estilo de cinema guerilla que passamos a explicar. Ora The Beast Stalker foi filmado nas ruas de Hong Kong com câmara ao ombro e no espírito do salve-se quem puder, onde as cenas exteriores foram executadas com o mínimo de equipa técnica e em que os transeuntes das ruas são apanhados no meio de cenas de acção trepidantes sem saberem muito bem se é um filme ou se é coisa séria. A expressão de surpresa e receio dos figurantes “á força” está bastante bem captada pelo trabalho do realizador, e os dois actores, sendo um deles sobejamente reconhecido pelo publico asiático, mas que no filme está caracterizado de forma quase irreconhecível. Imaginem um Clive Owen com meia cara desfigurada e a correr pelas ruas de nova Iorque com uma arma na mão e aos tiros, sem ninguém perceber que é o Clive Owen e que se trata da rodagem de um filme, e estão lá perto da coisa.
O argumento é de uma história comum mais que vista, que nas mãos de um qualquer seria mais um filme de acção, mas que nas mãos de Dante Lam é sem dúvida nenhuma um “Filme do C****”.
Por isso caros leitores, apertem bem o cinto, preparem-se para o caos nas ruas de uma das cidades mais movimentadas do mundo, e para um filme que vos vai colocar sob tensão do inicio ao fim. Para bom entendedor meia palavra basta – “f****ck”.

terça-feira, julho 21, 2009

The Hangover (2009)

Muito raramente os palhacinhos dão tempo de antena a filmes de comédia, a não ser em rarissimas excepções, as quais podemos conta-las pelos dedos, lembramo-nos do fantástico Super Bad, do hilariante Pineapple Express e agora ao que parece teremos outro - The Hangover. Vários foram já os outros palhacinhos que nos falaram do filme - "é o novo superbad"; "é a parvoice total"; "têm que falar do filme no blog", etc.etc. Pois bem, para que nos parem de martelar a cabeça aqui fica a promessa de que já tá marcado um visionamento do mesmo e que a critica virá muito em breve. Que já não vos podemos ouvir!

sexta-feira, julho 17, 2009

Akira (2011)

Antes de mais a notícia veiculada á uns meses atrás era já para ficar entusiasmado e apreensivo. Ao que parece Leonardo DiCaprio, fã do filme anime Akira (1988), estaria a dar tudo por tudo para conseguir produzir a transposição da animação para a tela com actores de carne e osso. Pois é, para grande desilusão de muitos e suspiros de alívio de outros, parece que ficou tudo em banhos maria, sendo que a única certeza é que DiCaprio está fora.
Na realidade, e apesar de grande parte dos fãs do anime considerarem idiota a adaptação da história de Akira de Tokyo para Nova Iorque, nós só podemos ficar de alguma forma desiludidos. Desiludidos porque, por muito mau agoiro que os fãs hardcore do anime tivessem face ao projecto, nós aqui no palhaço até estavamos a torcer para que o filme fosse á vante pela mão de DiCaprio, é que o senhor até tem feito bons filmes e conserteza iria tratar o projecto com dignidade. Ficamos só com a imagem de apresentação de um prop para o suposto filme.

quarta-feira, julho 15, 2009

Secret Defense (2008)

A terceira longa metragem de Philippe Haïm - Secret Defense - seduzio grande parte da crítica francesa pela sua eficácia, ritmo trepidante, interpretações competentes e fotografia de Jérôme Alméras.
Secret Defense é uma viagem ao mundo dos serviços secretos franceses; e não sendo um filme que parta de uma ideia original, é contudo extremamente eficaz nas cenas de suspense e intriga, tendo uma excelente montagem que incute no filme constante tensão.
A originalidade do guião está na forma como a história é contada, onde o filme começa onde acaba, e onde é abordado em paralelo o recrutamento de um agente e o recrutamento de um bombista suicida, ficando a ideia de que ambos não são assim tão diferentes.

terça-feira, julho 14, 2009

Owusu & Hannibal

Este é daqueles discos que não sai do ipod, nem á força da marreta, sendo ele um clássico instantâneo underground e porta estandarte da nova soul. Owusu & hannibal é uma dupla Dinamarquesa que prefere uma música composta de especulações soul/pop em torno da verdade que apenas poderá ser gerada por gente consciente da sua própria realidade - independentemente da possível falta de correnteza que nos envolve o quotidiano. Talvez isso explique uma capa que, longe da beleza da maioria dos temas, coloca os intervenientes num cenário exterior falso e desmazelado, obrigando o ouvinte a descobrir as pequenas maravilhas do interior. Entre o mundo de Stevie Wonder, passando por Michael Jackson, piscando o olho a uns defuntos Spacek e desaguando num r n'b exótico e desprovido de regras. O album chama-se Living With, data de 2006 e continua no nosso ipod há 3 anos.

sexta-feira, julho 10, 2009

Filme Mistério da Semana Passada

Fica desvendado o filme mistério da semana passada, que tem causado algum tumulto entre a massa crítica, ou se ama ou se odeia. Comparações são feitas a Donnie Darko, o que quer que isso queira dizer!

Ilsa The She Wolf From The SS (1975)

O cinema de drive-in, ou se quiserem grindhouse, sempre foi um estilo eximio na combinação perversa entre sexo e horror, mas em Ilsa o patamar é outro bem mais acima (ou abaixo!), falamos do perverso vs sexo vs fascismo. Talvez sejam os uniformes; talvez seja o exercer do poder autocrático que permite fazer o que quiser com o outro sem pensar nas consequências, uma espécie de S&M permitido por direito; talvez seja a própria situação de conflito, como se fosse uma guerra; etc. No caso de Ilsa, a personagem de Dyanne Thorne, tem o motivo extra de possuir seios grandes e ser lésbica (não! a sério?). Parece simples! E é. De mau-gosto! E é. Mas para muito boa gente gente, não há outro motivo para ver filmes de sexploitation a não ser ultrapassar limites culturais e do socialmente aceite.
Os quatro filmes da série "Ilsa" abordam sete tipos de abuso de poder militar. Ilsa The She Wolf of the SS gira á volta de um campo de concentração onde são realizadas experiências de tortura com mulheres; mas ao mesmo tempo que a personagem Ilsa testa a resistência à dor das prisioneiras, também procura um homem para saciar a sua incansável pulsão sexual.
É cinema trash no seu melhor (que neste caso é - "no seu pior"), sendo este um daqueles filmes que é inacreditávelmente tão mau, ultrapassando a barreira do bom gosto em larga escala, o que o torna num bom filme trash. É tão mau, tão mau que é bom!
Por isso para o visionamento aconselha-se: 1º um grupo de amigos de mente aberta e preparado para a parvoice; 2º deixar as pipocas no micro-ondas, não vá alguém vomitar; 3º muito alcool á mistura; 4º deixar o cérebro á porta; e 5º odiar nazis.
E dizem vocês -"Porque é que perdemos tempo a falar deste filme?". Porque é estúpido e danado para a parvoice.

quinta-feira, julho 09, 2009

28º Prémios do Cinema de Hong Kong (2009)

Melhor Filme - Ip Man

Melhor Realizador - Ann Hui (The Way We Are)

Melhor Actor - Nick Cheung (The Beast Stalker)
Melhor Actor Secundário – Liu Kai Chi (The Beast Stalker)

Melhor Cinematografia – Arthur Wong (Painted Skin)

Best film editing – Yau Chi Wai (Connected)

Melhor Direcção Artística– Tim Yip (Red Cliff)

Melhor Guarda Roupa e Caracterização – Tim Yip (Red Cliff)
Melhor Sound design – Wu Jiang & Roger Savage (Red Cliff)
Melhores Efeitos Especiais– Craig Hayes (Red Cliff)
Melhor Banda Sonora– Taro Iwashiro (Red Cliff)

quarta-feira, julho 08, 2009

Crossing Over (2009)

Desde há algum tempo para cá, que os palhacinhos decidiram não perder tempo com maus filmes, só mesmo com aqueles que são tão maus que acabam por ser bons (lembramo-nos agora assim de repente de Ilsa The She Wolf of the SS). No entanto, de quando em quando, lá abrimos uma excepção como é o caso de hoje.
Crossing Over é uma espécie de Crash, que por seu lado é uma espécie de Magnolia, ora é mais que sabido que clonar o clone, do ponto de vista genético, dá sempre uma série de complicações. Apesar do filme contar com um elenco de luxo, onde podemos encontrar Harrisson Ford, Ray Liota, Ashley Judd, Jim Sturgess e Alice Braga entre outros, a história é uma desgraça do principio ao fim, a montagem é um pesadelo e os 113 minutos de filme transformam-se em 113 penosos e intermináveis minutos de filme. Crossing Over conta o drama de familias e individuos que são imigrantes ilegais nos EUA e de forças policiais responsáveis pela fiscalização (o SEF lá do sítio).
Wayne Kramer é o realizador do desastre, que surpreendentemente conta com duas sólidas e competentes obras a preceder este último, e são elas: The Cooler (2003) e Running Scared (2006).
Por isso, e mesmo com dois bons antecedentes, não há cá pena suspensa para Wayne Kramer e o seu Crossing Over. Directos para a solitária e só com direito a liberdade condicional quando houver redenção cinematográfica futura.

segunda-feira, julho 06, 2009

Trilogia 20th Century Boys (2008-2010)

Curiosidades Cinéfilas de 20th Century Boys:

- A trilogia teve inicio em 2008 e terá o seu término em 2010;

- A história abrange um longo período de 35 anos;

- Os 3 filmes dispuseram de um orçamento de 6 bilhões de ienes ($ 65 milhões de dólares);

- É o maior orçamento de sempre do cinema japonês;

- A primeira parte da trilogia foi o maior recorde de bilheteira no japão;

- Desde o inicio que a adaptação da Manga foi concebida para serem 3 filmes. Apesar deste discurso já ser cliché e utilizado sempre que um filme rende dinheiro e consequentemente transformado numa sequela e em mais outra. Em 20th Century Boys foi mesmo planeada uma trilogia, basta verem o final do primeiro filme, que ao invés do habitual "the end" tem um angustiante "to be continued" a la regresso ao futuro.

sexta-feira, julho 03, 2009

Coming Soon

É o filme mistério do final da semana, dentro da categoria "estranho", do qual iremos falar para a semana.

terça-feira, junho 30, 2009

20th Century Boys (2008)

O mestre nipónico do suspense, Naoki Urasawa, ganhou a atenção do mundo com Monster, o seu thriller que conta a história do médico Kenzo Tenma no encalço do monstro Johan, o jovem assassino que o próprio doutor salvou no passado. Anos depois, o Manga foi adaptado para anime. Urasawa conquistou uma legião de fãs graças à sua habilidade ímpar de abrir inúmeros mistérios e solucioná-los de forma inquestionável, fechando histórias sem quaisquer pontas soltas, sempre com temas complexos, envolvendo dilemas religiosos e éticos. Muito em função do sucesso do anime de Monster, outra obra de Urasawa, talvez a sua obra-prima, foi adaptada para cinema.20th Century Boys é uma história de crianças que, no fim dos anos 60, numa brincadeira de infancia, imaginaram ser super-heróis e salvar o mundo no futuro, criando um símbolo da sua amizade. Anos mais tarde já adultos, eles descobrem que a sua imaginação infantil torna-se realidade, embora fossem apenas pessoas comuns enfrentando o mal inexorável. Em 1997, quando começam os presságios do cataclismo iminente, o símbolo daquela amizade ressurge, mas corrompido, trazido à tona por um homem que se identifica como "Amigo", líder de uma seita religiosa, e que planeia, em nome da "Vontade do Cosmos", destruir o mundo.
O filme, adaptado pelo próprio Urusawa e dirigido por Yukihiko Tsutsumi, é o primeiro de uma trilogia que pretende cobrir todos os 22 volumes da manga, seguindo tudo da forma mais fiel possível. Excelente filme, que abre caminho para os próximos dois.

sexta-feira, junho 19, 2009

Fasten Your Seatbelts

Depois de várias desilusões consecutivas de filmes de verão (salvando honerosa excepção a Star Trek) tais como Terminator Salvation (não vamos fazer comentários), Anjos e Demónios (mas porque é que nos auto-convencemos a termos ido ao cinema?); mas eis que nos chega a grande salvação do verão. Apesar de não sabermos se vai estrear em Portugal, nós aqui no palhaço já....!

E se há verdadeiro filme de pipoca para o verão de 2009, sem dúvida alguma ele é Blood The Last Vampire, directamente para a secção "filmes do c****"


Ora tomem tomem lá um cheirinho para sentirem o fôlego da besta (que bonito!). A crítica ao filme virá depois de nós recuperarmos.

Coming Soon


Agucemo-vos o apetite para outro blockbuster nipónico para o verão de 2009. Recomenda-se sem restrições.

terça-feira, junho 09, 2009

Nova Compilação Womb (2009)

O Womb é um clube situado na cidade de Tóquio no Japão, sendo considerado um dos mais importantes pontífices na divulgação da música electrónica. A par com outros igualmente importantes, como o Lux em Portugal, o Womb tem vindo a desenvolver uma programação de excelência no que toca a artistas, apostando em residências fixas de nomes importantes como Dj Vibe, Dubfire, Ellen Alien, como também apostando em novos valores ainda desconhecidos de igual qualidade. O senhor responsável pela programação é o audaz Tommy Wada, que acumula funções com o seu reputado programa de rádio.
O Womb é dotado de uma sonoridade característica e é detentor, segundo os artistas que nele actuam, do melhor sound system á face da terra. Digamos que o Womb está para Tóquio como a Sound Factory esteve para Nova Iorque.
A compilação do nosso artista electrónico de serviço para este mês, visa recriar a sonoridade fervorosa do Womb. É só clicar na imagem.

segunda-feira, junho 08, 2009

Danger Diabolik (1968)

Já por aqui falamos enésimas vezes de Danger Diabolik de Mario Bava. Mas então porquê falar de novo? Porque existe um poster original do filme acima exposto, que diga-se de passagem só poderá ser um item raro para custar a módica quantia de 500 dólares no http://www.movieposter.com/. Aqui o palhacinho contentava-se só com uma réplica.

quinta-feira, junho 04, 2009

David Carradine (1937-2009)

O actor David Carradine, actor da série de televisão de artes marciais "Kung Fu" e que tinha voltado à ribalta pelas mãos Quentin Tarantino, que o chamou para o papel de Bill, em "Kill Bill", foi encontrado morto em Banguecoque.
Carradine tinha 72 anos e estava na Tailândia a rodar um novo filme. Segundo a ABC News, o actor foi encontrado morto no seu quarto de hotel.
A cadeia de televisão norte-americana avança também David Carradine deverá ter morrido devido a causas naturais.
in Jornal de Noticias

Vinyan (2008)

Vinyan é um filme francês, realizado por Fabrice Du Welz e inspirado pelo filme espanhol Quién puede matar a un niño? (1976) de Narciso Ibáñez Serrador.
O filme conta a história de Jeanne e Paul Ballmer um casal que perdeu o filho no desastre do Tsunami de 2004, que assolou, entre outras regiões, a Tailândia. Devastados com a perda, e esperançados num milagre, visto que o corpo da criança nunca viria a aparecer, o casal deixou-se ficar pela região. Um dia, ao ver uma gravação de vídeo de um grupo de mecenas, que pretendia angariar fundos para as vitimas do desastre, Jeanne chama a atenção para Paul, e insiste que uma das crianças que aparece no vídeo é o seu filho. A partir daí, ambos partem, com a ajuda do misterioso Thaksin Gao, em busca do filho pelas misteriosas zonas de Burma.
O que parecia ser uma ideia interessante rapidamente descamba num atroz filme de terror pseudo-intelectual, aproveitando-se apenas a magnífica cinematografia de qualidade superior.O realizador Fabrice Du Welz proporciona belos planos, servidos principalmente pelas paisagens lindíssimas de Burma. Esteticamente, não há nada a apontar, muito pelo contrário, existem algumas cenas que são filmadas de forma muito inteligente e a parte sonora, essa, é perturbante e normalmente bem aplicada. Sendo o corpo de actores extremamente competente nas personagens que interpretam.
Apesar de uma bela cinematografia, de uma excelente estética e de boas interpretações, Vinyan falha redondamente na história que decide contar, ao invés da história que poderia ter contado, ficando uma sensação de promessa, daquilo que o filme poderia ter sido e não é.

sexta-feira, maio 29, 2009

Um Cheirinho de Blood (2009)

Já por aqui falamos de Blood The Last Vampire (2009), adaptação cinematográfica de um muito conceituado Anime, pois bem as expectativas são elevadas, ainda por mais porque apareceu no youtube os primeiros 5 minutos de filme e que verdade seja dita, está tal e qual sem tirar nem pôr extactamente igual ao original de animação.

segunda-feira, maio 25, 2009

quarta-feira, maio 20, 2009

Inglorious Bastards (1978)

Quel maledetto treno blindato de Enzo Castellari estreou nos EUA com o nome The Inglorious Bastards, sendo este o nome e ponto de partida para a nova apropriação de Quentin Tarantino, para o seu filme a estrear este ano, denominado Inglorious Basterds.
Falemos então de Inglorious Bastards de 1978. E por onde começar! O filme de Castellari é daqueles filmes que se inserem na categoria "filmes do c*********" (desculpem o vernáculo, mas tem de ser), é um filme de culto absolutamente delicioso, um série B de referência e conta com práticamente todos os actores do cinema de acção (série B, cá está novamente) da década de 70, tais como Bo Svenson e Fred Williamson.
A história passa-se em 1944, em França, no final da 2ª Guerra Mundial, onde um grupo de prisioneiros é transportado num comboio para uma base militar, onde serão julgados em tribunal militar pelos seus respectivos crimes. Entre eles estão os soldados norte-americanos Tony (Peter Hooten), que é viciado em apostas; Fred Canfield (Fred Williamson), acusado do assassinato de um sujeito racista; Berle (Jackie Basehart), que tem ataques de pânico e ansiedade quando está perante situações de guerra, e o italiano Nick (Michael Pergolani), que vive para roubar e vender as posses dos soldados mortos no conflito. Há última da hora, chega o prisioneiro mais ilustre do comboio: o tenente Robert Yeager (Bo Svenson), acusado de deserção (para visitar a namorada nos Estados Unidos).
No caminho para o dito julgamento, o comboio militar é atacado por um avião nazi. Quase todos os prisioneiros são mortos no interior do camião em que eram transportados, e os que tentam fugir são fuzilados pelos militares que os escoltavam. No fim do confronto, sobrevivem apenas o tenente Yeager e os quatro soldados anteriormente citados, que resolvem unir esforços para chegar à fronteira Suíça – que, na época, era território neutro.
Este é o toque de midas do argumento escrito a 10 mãos por Sandro Continenza, Sergio Grieco, Franco Marotta, Romano Migliorini e Laura Toscano: Os Bastardos não recebem azilo de nenhum dos lados do conflito, sendo caçados pelos nazis e também pelos seus próprios companheiros aliados (por serem prisioneiros de guerra fugitivos).
Inglorious Bastards bate todos os recordes de carnificina e body count que possam imaginar, mantém do inicio ao fim um estilo que só se pode caracterizar como de super cool, percebendo-se porque é que Tarantino se sentiu atraido pela obra, mas é sobretudo um filme de acção eximio para ver e rever vezes sem conta, daqueles para juntar um grupo de amigos e passar um bom par de horas.

segunda-feira, maio 18, 2009

Company Business (1991)

Bons eram os velhos tempos da Metro-Goldwyn-Mayer. Estavamos no inicio da década de 90, quando progressivamente se avistava a morte anunciada da MGM, que desempenhou um papel fulcral nos anos 80, sendo quase impossivel alguém afirmar não conhecer a imagem de marca do estudio na forma de um imponente leão a rugir. É certo que o leão da MGM continua vivo, tendo sido a companhia adquirida pela Sony Corporation, mas os bons tempos da velhinha MGM há muito que se esvaneceram no tempo.
Ficaram excelentes recordações, como este Company Business (1991) de Nicholas Meyer, filme de espionagem ambientado na guerra fria com os fantásticos Gene Hackman e Mikhail Baryshnikov, que embora longe de ser uma obra prima é um excelente thriller com soslaios de comédia e de spy movie old school.
Gene Hackman faz equipa com Mikhail Baryshnikov num thriller onde todos os minutos contam e que percorre a Europa, culminando num confronto no topo da Torre Eiffel! O filme conta a histótia de um ex agente da CIA que é tirado da reforma para escoltar um espião Soviético até Berlim, para uma troca de prisioneiros, tudo parece correr normalmente. Mas quando os antigos adversários percebem que foram traídos pelos seus próprios governos, eles têm de trabalhar juntos para porem a descoberto e acabarem com todos os espiões duplos, a operarem tanto na CIA como no KGB e vencerem um complexo e mortífero jogo de espiões. Recomenda-se vivamente!

quarta-feira, maio 06, 2009

Aquele Inverno em Veneza (1973)

Nicholas Roeg teve um percurso profissional riquissimo, foi director de fotografia para realizadores como David Lean ou François Truffaut e iniciou uma carreira como realizador de onde se destacam obras de extrema relevância para a 7ª arte
Aquele Inverno em Veneza (1973) é considerado um dos melhores thrillers psicológicos, e a verdade é que, mesmo sem se ancorar numa história propriamente dita, consegue oferecer-nos momentos particularmente sinistros, e envolver o espectador do primeiro ao último minuto na sua sombria construção cinematográfica.
Baseado numa história de Daphne Du Maurier, carregado de grandes doses de simbolismo católico, bem como protagonizado por dois actores altamente carismáticos (Donald Sutherland e Julie Christie), Aquele Inverno em Veneza é um filme obrigatório não só para fãs de Nicholas Roeg, como também para fãs de cinema (ponto final!). È uma obra impressionante do ponto de vista visual e estético, onde todos os planos são cuidadosamente estudados e calculados, e onde o realizador ostenta o domínio total no manejo da imagem e na edição, esta igualmente mágnifica. Obrigatório.

segunda-feira, abril 27, 2009

Cook Freaks

Cook Freaks é o novo blog com o selo de qualidade duvidosa do palhacinho do demo. E como o nome deixa adivinhar é um blog de culinária, apadrinhado pelo Palhacinho e pelas Coisas Lili Lala. Podem contar sobretudo com receitas para momentos especiais, para desenrascar, para quem não sabe o que á de fazer para o jantar, e sobretudo para quem tem boa vontade em cozinhar, mas precisa de um step by step.
Aqui fica o conselho do demo e que nunca mais se fale de culinária no palhacinho
morada: Cook Freaks

Ondskan (2004)

Na ausência de filmes interessantes e dignos da nossa atenção, viramo-nos para o passado não muito distante para encontrar-mos Ondskan de Mikael Håfström.
Estocolmo, anos 50. A vida de Erik, um jovem de 16 anos, está manchada de violência e conflitos. Quando é expulso da escola, é enviado para um colégio interno como uma última oportunidade para se libertar do seu círculo vicioso e continuar os estudos. Mas o colégio é tudo menos um refúgio – aqui, o mal está sistematizado sob a forma da opressão imposta aos estudantes mais novos pelo mais velhos. Conseguirá Erik manter a dignidade sem ser arrastado na espiral de violência que está a ameaçar o seu futuro? Esta é a questão colocada ao longo das duas horas de um filme simplesmente brilhante.
Ondskan viria a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Galardoado ainda pela Academia de Cinema da Suécia com os prémios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Produção Artística, o filme baseia-se no bestseller autobiográfico do escritor e jornalista Jan Guillou.
Complexo e verosímil, trata-se de um filme simultaneamente duro e comovente, que consegue despoletar um forte impacto emocional sem recorrer a enredos melodramáticos ou clichés de um típico “filme-choque”.
Grande parte da credibilidade das situações é gerada pela brilhante direcção de actores, uma vez que o elenco, apesar de maioritariamente jovem, é bastante seguro. Andreas Wilson, no papel de protagonista, é especialmente notável num desempenho capaz de espressar as convulsões internas de um adolescente incapaz de responder a uma realidade contraditória. Combinando austeridade e fragilidade, Wilson assinala uma muito promissora prestação e é um dos maiores trunfos do filme. Simplesmente brilhante!

quinta-feira, abril 09, 2009

Thirst (2009)

A estreia do novo filme do mestre Chan Park Wook (Oldboy; Lady Vengeance; Sympathy for Mr Vengeance; I'm a Cyborg, But That's OK; Joint Security Area) está já agendada para breve.

O filme chama-se Thirst, conta com um elenco de luxo (para que conhece cinema coreano, pois claro) e é uma história de vampiros. Surpresos? Não? Bem, caros leitores, vindo o filme de quem vem, muito provávelmente nem tudo é o que parece!

quinta-feira, abril 02, 2009

Vénia a Red Cliff II (2009)

É quase bom de mais para ser verdade! Red Cliff II é antes de mais uma homenagem directa a Sun Tzu e á sua famosa obra - A Arte da Guerra - sendo esta citada ao longo das duas horas de fita.
John Woo consegue manter o nível de qualidade da primeira parte, com um pacing/ritmo magistral, conferindo ao filme no seu todo o espírito de um épico grandioso. Ao vermos Red Cliff na sua totalidade ficamos com a plena noção de que: não existem "pontas soltas", a montagem é soberba, a direcção de actores irrepreensível e pela primeira vez na filmografia de Woo temos uma mulher a desempenhar um papel de uma personagem que habitualmente seria masculina. E aqui soma-se ainda mais "pontos", pois Woo consegue transpor o "male bonding"(pautado pela honra, amizade e compromisso) habitual nos seus personagens masculinos para uma relação homem-mulher onde os mesmos principios se aplicam, sem qualquer tentativa de erotização.
O palhacinho do demo aconselha a visionarem as partes I e II de seguida (4 horas) e vão perceber a razão pela qual esta não só é a obra prima de Woo, como também a obra que consagrará novamente John Woo por todo o mundo. Á muito que não se via um filme tão empolgante e com tanto fôlego e "pêlo na venta".

sexta-feira, março 27, 2009

Red Cliff II (2009)

Será quase impossivel que John Woo caia do seu estado de graça com a segunda e última parte do épico Red Cliff. Foi no final de 2008, aquando da estreia da primeira parte do filme, que Woo voltou ás bocas do mundo cinematográfico, depois de algumas experiências falhadas em Hollywood (com a excepção do seminal Face/Off), conseguindo no seu pais de origem aquilo que nunca poderia vir a conseguir nos EUA - liberdade criativa.

Red Cliff foi o eterno bébé de Woo, em eterna gestação, um autêntico labor of love com anos e anos de preparação até á chegada do momento certo da carreira do autor.
Não vos iremos mentir! Ainda não pusemos os olhos em Red Cliff II, mas é praticamente certo que nos irá suplantar as expectativas, tendo em conta a magistral abertura desta segunda parte, com um apanhado da história do 1º filme.
A critica da obra no seu total virá em breve. Esperemos!

Sky Crawlers (2008)

Depois de Ghost In The Shell: Innocence, e de uma outra experiência cinematográfica falhada (a qual não osamos mencionar o nome), Mamoru Oshii regressa ao anime com Sky Crawlers. E que regresso caros leitores! Sky Crawlers é não só um prodigio da técnica, como também o regresso ás origens de Oshii, e um filme alicerçado numa história aparentetemente simples, mas pejada de significado metafórico.
Após nos ter presenteado, e também confundido, com o desafiante e conturbado Innocence, Oshii apresenta-nos uma história com muitos pontos de contacto com Jin-Roh, longe da complexidade narrativa de Innocence.
Para muitos o melhor realizador de anime, enfant terrible do cinema nipónico, autor e misto de cientista louco; chamem-lhe o que quiserem, mas este é "O" filme de animação de referência de 2008.

domingo, março 15, 2009

Animal House (1978)

Aqui fica o poster da semana, em homenagem ás mudanças de casa. O filme chama-se Animal House, conta com o fabuloso John Belushi e é um clássico da comédia do final da década de 70.