São 50 minutos de música conceptualizada, criada, gravada e lapidada em Campo de Ourique, Notting Hill, Maianga, Hackney Wick, Terra Nova–Rangel, Denmark Street, Vendas Novas, restaurantes, aeroportos, auto-estradas, hotéis e camarins, entre Junho de 2007 a Agosto de 2008, com acesso ao que de melhor a tecnologia digital produz mas sem nunca deixar de recorrer ao improviso técnico. Pensar num álbum que olhasse e tratasse todas as cidades sobre o mesmo prisma foi a motivação primária dos Buraka Som Sistema. Encontrar histórias e ritmos similares, filtrando-as esteticamente para que fossem consumidas em e com o público. Aqui ou em qualquer outra cidade.segunda-feira, setembro 29, 2008
É Hoje!
São 50 minutos de música conceptualizada, criada, gravada e lapidada em Campo de Ourique, Notting Hill, Maianga, Hackney Wick, Terra Nova–Rangel, Denmark Street, Vendas Novas, restaurantes, aeroportos, auto-estradas, hotéis e camarins, entre Junho de 2007 a Agosto de 2008, com acesso ao que de melhor a tecnologia digital produz mas sem nunca deixar de recorrer ao improviso técnico. Pensar num álbum que olhasse e tratasse todas as cidades sobre o mesmo prisma foi a motivação primária dos Buraka Som Sistema. Encontrar histórias e ritmos similares, filtrando-as esteticamente para que fossem consumidas em e com o público. Aqui ou em qualquer outra cidade.sexta-feira, setembro 19, 2008
Riki Takeuchi "O" Máióór!
O actor japonês de culto da semana é Riki Takeuchi, sobejamente conhecido pelos fãs de cinema japonês série B-Z, o que é preciso é terem imaginação pois o senhor já fez de tudo um pouco, de onde se destacam os muitos conceituados Battle Royale II e trilogia Dead or Alive. Riki, para os amigos, é uma espécie de cruzamento entre um Steven Seagal, Chuck Norris e Humphrey Bogart com esteróides. A sua imagem de marca é sem dúvida o cabelo, mais propriamente a sua eterna popa á Elvis, e o seu delicioso over acting (canastrating, segundo Lauro Dérmio), que fazem dele um actor de culto. Para simplificar, digamos que se quiserem fazer uma adaptação de um Manga para imagem real, é obrigatório terem no elenco Riki Takeuchi.No entanto, Riki Takeuchi é daqueles homens que não pode estar quieto (olha que ás vezes faz bem!), e resolveu ser também o David Hasselhoff da música no japão. Pela vossa saúde vejam o vídeo!
quarta-feira, setembro 17, 2008
Adorem-me Porque Eu Gosto!
Falemos hoje sobre a Rainha da Pop! Madonna sempre foi para nós aquilo que chamamos de um verdadeiro guilty pleasure. Sim! É verdade a senhora não possui dotes vocais sobre humanos. Sim! É verdade e é sabido que desde sempre os seus concertos eram feitos 80% em playback. E foram estes alguns dos comentários que foram feitos á saida do concerto do parque da Bela Vista, mas caros leitores a realidade é esta - niguém que conheça o percurso da artista se incomoda com isso, pois já sabe ao que vai. E vamos então a um concerto de Madonna porquê? Unica e simplesmente para nos deixarmos deslumbrar durante duas horas, para assistirmos a um espectáculo e não a um concerto, para vermos uma verdadeira mestre de cerimónias maior que o mundo, para vermos de perto (nem que seja a umas dezenas de metros) uma das últimas Divas vivas e que se podem denominar como tal.Madonna sempre foi uma observadora nata das correntes musicais, e sempre se soube aproveitar daquilo que era ou foi vanguarda e transportar isso para o mainstream da Pop. O espectáculo da Bela Vista foi imaculado do ponto de vista técnico, onde a senhora prova que 50 anos não querem dizer absolutamente nada, quando se entra em palco a saltar á corda, dançar e novamente saltar á corda com mais duas pessoas ao mesmo tempo, sem nunca perder um compasso ou coreografia.
Das 73 mil pessoas que estiveram no espectáculo, algumas vieram desiludidas por se sentirem enganadas pelo playback, a essas pessoas nós dizemos - deviam sair mais! Nota máxima por continuar a deslumbrar e pelos conhecimentos sábios em como gerir uma carreira sólida.
terça-feira, setembro 16, 2008
sábado, setembro 13, 2008
quarta-feira, setembro 03, 2008
The Sparrow
Se pensarmos nos cineastas mais influentes da nova vaga do cinema de Hong Kong, Johnny To encabeça a lista sem sombra de dúvida. O final dos anos 90 trouxe uma nova lufada de ar fresco ao cinema de HK, com obras como Infernal Affairs, no entanto a promessa de realizadores como Alan Mak e Andrew Lau, viriam a tornar-se meras promessas, se pensarmos nos desastres que foram The Flock e afins. Johnny To é definitivamente o autor que não tem deixado de surprender, com os seus inventivos filmes e técnica de rodar, disso são exemplo o magistral Exiled e Breaking News. O realizador tem sabido gerir a sua carreira de forma eficaz, mudando de género em cada filme, mas deixando sempre impresso as suas imagens de marca. O filme Sparrow é um perfeito exemplo disso, é uma comédia romântica ao estilo do cinema americano dos anos 50, mas é também uma autêntica carta de amor a Hong Kong. O filme está a concurso na Berlinale (Festival de Cinema de Berlim) e é um dos fortes candidatos ao urso de ouro.
Para o futuro, e como realizador hiperactivo que é, Johnny To tem um mega projecto em mãos, o remake da obra prima de Jean Pierre Melville - Le Cercle Rouge. Tem a produção de John Woo, sendo assumidamente o filme da sua vida, e conta com um elenco internacional encabeçado por Brad Pitt. Vénia ao mestre...Vénia!
terça-feira, setembro 02, 2008
Cooming Soon
Depois de aqui há umas semanas vos termos falado dos projectos do senhor Robert Rodriguez (Sin City, Planet Terror), eis que são divulgados os posters do filme Machete. Se bem se lembram, e para aqueles que viram Grindhouse, um dos falsos trailers que aparecia era o de Machete, que obteve tal reacção do público, que os produtores e realizador decidiram fazer do trailer um filme. Pois bem, Machete é realizado pelo próprio Robert Rodriguez e tem como cabeça de cartaz o emblemático Danny Trejo.
Graças ás novas tecnologias do cinema digital, o filme será lançado directamente para video, e funciona como um reboçado para os fãs do double feature de Rodriguez e Tarantino. É o regresso do cinema trash em grande (ou será em pequeno?).
Comboio em Fuga
Se existisse uma categoria com o nome de "filmes do c****" (desculpem o vernáculo), este seria "O" filme a ter em conta. Comboio em Fuga data de 1985 e realiazado por Andrei Konchalovsky, e teve duas nomeações para os Oscares para melhor actor (John Voigt) e melhor actor secundário (Eric Roberts).sábado, agosto 30, 2008
Dois Blockbusters Japoneses a Estrear
Este é o ano das adaptações Manga para cinema no Japão. O muito antecipado 20th Century Boys, que prevê-se ser qualquer coisa de avassalador, e o já aqui comentado K-20 igualmente com excelente aspecto. Mas o aspecto não é tudo, e assim se espera que doa os dedos a argumentistas ardilosos.2081: Everyone Will Finally Be Equal
Baseado na short story de um dos mais influentes autores do século - Kurt Vonnegut - chegará em breve ás salas de cinema mais selectas da Europa o filme 2081: Everyone Will Finally Be Equal.quinta-feira, agosto 28, 2008
sexta-feira, agosto 22, 2008
Épico Tailandês
Bom Remake
A nossa história começa em 2001! Era uma vez um pequeno filme, que foi feito sem grandes recursos e pretensões comerciais, mas que inesperadamente tornou-se num dos filmes mais rentáveis da história do cinema coreano.
My Sassy Girl é hoje também um remake americano. O que com as últimas incursões de Hollywood em refazer o que os nossos amigos asiáticos já fizeram e bem, poderia ser perigoso ou mesmo mau. O remake americano do filme de Jae-young Kwak é uma versão fiel do original, embora mais light e Pop, resultando de forma bastante satisfatória e com interpretações, que não impressionando, são precisas e competentes.Se não viram o original - o rei das comédias românticas asiáticas - aconselhamo-vos vivamente a versão americana. E sem querer revelar nada da história dizemos apenas isto...Se David Fincher (Seven, Fight Club) fizesse uma comédia romântica seria esta! E mais não escrevemos, porque este é para descobrir.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Hellboy & O Exército Dourado
Aos 21 anos, Del Toro assume o papel de produtor executivo do seu primeiro filme, Dona Herlinda e seu Filho (1986). Por dez anos, trabalhou como supervisor de maquilhagem, até formar a sua própria companhia, Necropia, no inicio dos anos 80. Dirigiu ainda programas para a TV Mexicana, onde viria a aprender as bases de como fazer filmes. O seu primeiro sucesso foi Cronos (1992), filme assombroso que ganhou nove prémios no México e se tornou um sucesso em Cannes no mesmo ano. Seguindo o sucesso de Cronos, dirigiu um filme em Hollywood, de nome Mimic (1997), sobre o qual haveria pouco a dizer, se não fosse o cunho pessoal do cineasta e o reconhecimento daquelas que viriam a ser as suas marcas de autor: a predilecção por espeços fechados e um certo fundo de fábula que viria a imprimir em todas as suas obras.
No entanto, após ficar decepcionado com o fraco resultado do filme, regressa ao México, onde tinha maior liberdade criativa, formou a sua produtora - The Tequila Gang - e conquistou a crítica com o inteligentíssimo El Spinazo Del Diablo, uma história de fantasmas passada na época da Guerra Civil Espanhola. Del Toro voltou a Hollywood em 2002, para dirigir Blade 2, e mais tarde, Hellboy (2004).
Em 2007 conquistou o mundo com a sua obra prima até á data - O Labirinto do Fauno - filme de fantástico e com uma temática em muito semelhante ao seu predecessor El Spinazo Del Diablo. Foi nomeado ao Oscar de Melhor Filme estrangeiro, em 2007, pelo filme O Labirinto do Fauno. Com Hellboy & O Exército Dourado, Del Toro prepara-se para conquistar gregos e troianos, pois conseguiu aquilo que nenhum outro filme de BD conseguiu até hoje, abordar o conceito de família aplicado ao super herói. Filmes como X-Men e o Quarteto Fantástico, sempre andaram a rondar esta ideia, sem nunca ter verdadeiramente coragem de a assumir e concretizar. Em Hellboy 2, o realizador dá-nos uma história de super heróis na forma de uma fábula, onde existe algo que não conseguimos bem explicar, que não é palpável e visivel no ecrã, onde a acção e os tiros e os murros são postos em segundo plano e assumem um papel pouco relevante.
Sejamos honestos não é um novo Labirinto do Fauno, nunca o poderia ser, nem é essa a intenção do realizador. É sim um filme de BD muito inteligente, que nos dá aquilo que queremos e esperamos ver num filme do género, mas dá-nos algo mais que o espectador habitual destas fitas não está á espera e que pode não compreender. Essa coisa tem um nome e é alma.Entretanto Del Toro já se deixou seduzir e aceito dirigir o The Hobbit, juntamente com Peter Jackson, que terá data de estreia para prevista para 2011.
terça-feira, agosto 19, 2008
O Livro Da Morte
A adaptação do mais famoso Manga para cinema, bateu todos os recordes em 2006. As filas para comprar os bilhetes para a estreia chegaram a ser de Km, e os nossos amigos nipónicos tiveram todas as razões para o fazerem. Death Note parte I & II foi o mind fuck de 2006, é visceralmente viciante e só ficamos saciados quando vemos o último frame.
O surpreendente sucesso dos filmes, que viriam a render 8 mil milhões de ienes nas bilheteiras japonesas levou a que depressa fosse anunciada a produção de um spin off, com base na personagem de L. Nakata Hideo, que tem estado nos EUA a traduzir horror japonês para as audiências americanas, foi chamada para dirigir. Os dois filmes foram editados em DVD no Japão com um número recorde de um milhão de cópias a ser lançado inicialmente no mercado.
A acção do segundo filme inicia-se imediatamente após os acontecimentos do final do primeiro, seguindo-se a uma breve montagem destinada a avivar a memória do espectador. Os filmes foram planeados como uma única unidade narrativa, pelo que optei por tratá-los desse modo. Se tiverem a oportunidade – e quatro horas e meia disponíveis –, recomenda-se uma sessão dupla.
O melhor de «Death Note» decorre do entusiasmo com que os cineastas exploram as regras do jogo, tornando a intriga cada vez mais complexa, mas também mais interessante. O entusiasmo é partilhado pelo espectador que se deixar prender pela premissa.
domingo, agosto 17, 2008
Feios Porcos e Maus
Giacinto é o patriarca de uma família de cerca de 20 pessoas, vivendo todas na mesma barraca de um dos bairros de lata de Roma. Despótico, alcoólico e obcecado com o sexo, a grande preocupação de Giacinto é proteger o seu milhão de liras, a indemnização que lhe foi dada pela perda de um olho, da cobiça dos seus familiares, que tudo vão fazer, mesmo envenenar-lhe o spaghetti, para meter as mãos no dinheiro. Uma muito negra comédia grotesca em que ninguém é inocente. Um comentário político muito ousado sobre a decadência da sociedade ocidental. Uma prestação memorável de Nino Manfredi.sábado, agosto 16, 2008
terça-feira, agosto 12, 2008
Eles Andem Aí
A época de 80 foi os anos de ouro para John Carpenter. Obras de referência tais como Escape From New York, Christine, Prince of Darkness, Big Trouble in Little China e muitas mais, povoam as memórias cinéfilas de muitos rapazinhos (e algumas meninas também sejamos honestos), cuja idade rondará hoje os trinta e pouco.O filme They Live de 1988 parte de um pressuposto metafórico, de que a humanidade é controlada por "Eles"; e "eles" são os políticos, as autoridades, a aristrocacía e a classe média e média alta não fazem parte "deles", mas querem fazer a todo o custo (um pouco como os trepadores sociais, que tudo fazem para aparecerem nas revistas cor de rosa). O sacríficio, esse está nas classes sociais mais baixas.
Os filmes de John Carpenter, sempre soberam ser duas coisas em simúltaneo: por um lado entertenimento puro e simples; e por outro crítica social e/ou sobre a pressão que o social exerce sobre a psique do Homem. O filme acerca do qual hoje escrevemos é perfeito exemplo disso, e é pena que filmes contemporâneos que cativam a audiência como Hostel, Rec e afins, não sintam a responsabilidade de questionar o espectador acerca do que está a ver, coisa que Carpenter sempre soube fazer.




