Ficaram confusos com o título não? Pois bem, em inglês chama-se Let The Right One In e é um filme sueco realizado por Tomas Alfredson, passado na Suécia - fotografado maravilhosamente sob um quase constante manto branco de neve - e que aborda a juventude e a inocência a par de um tema habitualmente sobrenatural, os vampiros, retratado aqui de forma muito mais natural. É um daqueles filmes que parece que é só mais um, mas que depois de o vermos mudamos completamente a nossa opinião. Baseado no livro do sueco John Ajvide Lindqvist, que também escreveu o argumento, o filme de Tomas Alfredson surpreende pela positiva e poderá vir a ser um filme de culto dentro do género.
O filme conta a história de Oskar, um rapaz constantemente a ser ameaçado e incomodado pelos colegas da turma, que encontra o amor e a vingança em Eli, uma rapariga bonita mas peculiar que afinal é um vampiro. O que parece ser um filme de terror é muito mais que isso, é um drama com um toque de romance e uma história absolutamente espectacular envolvendo tudo. Não cai nos clichés usuais do género e prende o espectador até ao último segundo.
Possuidor de uma fotografia maravilhosa, Let The Right One In sobe ainda mais na classificação pela fabulosa performance dos actores principais, de apenas 12 anos, que convencem e agarram a atenção do espectador. Mais uma vez, a história totalmente aterradora não tem momentos mortos, é sólida e bem construída, deixa perguntas no final do filme, o que é sempre bom, e, mais que isso, a deixa o espectador a roer as unhas para saber o que acontece a seguir.



O filme está povoado por representações de excelência, com destaque pra Vicky Zhao Wei, que declarou em entrevistas que a tocante amargura de sua interpretação foi resultado de uma estratégia perigosa do realizador, em que durante as filmagens, que duraram 2 longos meses de inverno, tanto o realizador como a equipa simplesmente não davam minima atenção à actriz. Quando acabava de filmar as suas cenas, todos simplesmente a ignoravam. Vicky Zhao Wei caiu em depressão e foi necessária a presença da sua família nos sets para ter condições psicológicas de continuar as filmagens. Segundo as suas palavras, a dor da solidão foi tão grande que todas as lágrimas que vemos no filme são reais!
Na senda de visionar todos os vencedores dos prémios do cinema de Hong Kong de 2008, Painted Skin é um filme excelente a par com outro dos premiados já aqui revistos - The Beast Stalker - tendo sido um ano acima da média para o cinema asiático.
Para quem não conhece os jogos do Prince of Persia, heresia a vossa, para quem os conhece fica ainda a novidade de que o argumento se baseia num dos melhores jogos da série - Sands of Time, conta com o Mr. Donnie Darko himself - 


Com bastante frequência, as personagens de Bava são marcadas por uma incapacidade de amar. Em nenhum outro filme este conceito é mais aparente. Ainda que a maioria das personagens principais estejam envolvidas em relacionamentos, elas são demasiado embutidas afectivamente para que possam sentir realmente alguma coisa uns pelos outros.
Visualmente Blood and Black Lace é um dos filmes mais bonitos de Mario Bava: não há um único plano que não seja digno de exposição numa qualquer galeria de arte. A direção de arte de Bava fornece enorme impacto ao espectador . E mesmo a idéia de ambientar um violento thriller nos confins de uma casa de alta costura é um conceito deliciosamente irónico, estabelecendo imediatamente um conflito inquietante entre a acção e o ambiente.







É cinema trash no seu melhor (que neste caso é - "no seu pior"), sendo este um daqueles filmes que é inacreditávelmente tão mau, ultrapassando a barreira do bom gosto em larga escala, o que o torna num bom filme trash. É tão mau, tão mau que é bom!



Best film editing – Yau Chi Wai (Connected)

Wayne Kramer é o realizador do desastre, que surpreendentemente conta com duas sólidas e competentes obras a preceder este último, e são elas: 


20th Century Boys é uma história de crianças que, no fim dos anos 60, numa brincadeira de infancia, imaginaram ser super-heróis e salvar o mundo no futuro, criando um símbolo da sua amizade. Anos mais tarde já adultos, eles descobrem que a sua imaginação infantil torna-se realidade, embora fossem apenas pessoas comuns enfrentando o mal inexorável. Em 1997, quando começam os presságios do cataclismo iminente, o símbolo daquela amizade ressurge, mas corrompido, trazido à tona por um homem que se identifica como "Amigo", líder de uma seita religiosa, e que planeia, em nome da "Vontade do Cosmos", destruir o mundo.





O que parecia ser uma ideia interessante rapidamente descamba num atroz filme de terror pseudo-intelectual, aproveitando-se apenas a magnífica cinematografia de qualidade superior.O realizador Fabrice Du Welz proporciona belos planos, servidos principalmente pelas paisagens lindíssimas de Burma. Esteticamente, não há nada a apontar, muito pelo contrário, existem algumas cenas que são filmadas de forma muito inteligente e a parte sonora, essa, é perturbante e normalmente bem aplicada. Sendo o corpo de actores extremamente competente nas personagens que interpretam.
Apesar de uma bela cinematografia, de uma excelente estética e de boas interpretações, Vinyan falha redondamente na história que decide contar, ao invés da história que poderia ter contado, ficando uma sensação de promessa, daquilo que o filme poderia ter sido e não é.

No caminho para o dito julgamento, o comboio militar é atacado por um avião nazi. Quase todos os prisioneiros são mortos no interior do camião em que eram transportados, e os que tentam fugir são fuzilados pelos militares que os escoltavam. No fim do confronto, sobrevivem apenas o tenente Yeager e os quatro soldados anteriormente citados, que resolvem unir esforços para chegar à fronteira Suíça – que, na época, era território neutro.
