quinta-feira, setembro 29, 2005

an plugged

Não é para promover o peixe da casa, mas o que se ouviu está demais! De certeza que por artes mágicas, mais dia menos dia e aparece na mula...já que comprar na loja vai ser mentira!
De qualquer maneira fica a intenção de promover o projecto do administrador Gonzalez, Budha & Cia!
Brevemente em audição aqui no palhaço
Peace & Luv
O Lenhador

terça-feira, setembro 27, 2005

AUTÁRQUICAS

Podia-mos tecer aqui varios comentários, mas a nossa opinião resume-se ao poster!

AJUSTE DE CONTAS

Vingança consiste na retaliação contra uma pessoa ou grupo em resposta a algo que foi percebido ou sentido como prejudicial. Embora muitos aspectos da vingança possam lembrar o conceito de igualar as coisas, na verdade a vingança em geral tem um objetivo mais destrutivo do que construtivo. Quem busca vingança deseja forçar o outro lado a passar pelo que passou e/ou garantir que não seja capaz de repetir a ação nunca mais.
A ética da vingança é acaloradamente debatida na filosofia. Alguns acreditam que ela é necessária para se manter uma sociedade justa. Em algumas sociedades se acredita que o mal inflingido deve ser maior do que o mal que originou a vingança, como forma de punição.
Sobre as bases morais, psicológicas e culturais da vingança o filósofo Martha Nussbaum escreveu: "O senso primitivo do justo — notadamente constante de diversas culturas antigas a instituições modernas . . . — começa com a noção de que a vida humana . . . é uma coisa vulnerável, uma coisa que pode ser invadida, ferida, violada de diversas maneiras pelas açoes de outros. Para esta penetração, a única cura que parece apropriada é a contrainvasão, igualmente deliberada, igualmente grave. E para equilibrar a balança verdadeiramente, a retribuição deve ser exatamente, estritamente proporcional à violação original. Ela difere da ação original apenas na sequência temporal e no fato de que é a sua resposta em vez da ação original — um fato freqüentemente obscurecido se há uma longa sequência de ações e contra-ações".
Vendeta é uma sequência de acções e contra-acções motivadas por vingança que são levadas a cabo ao longo de um extenso período de tempo por grupos que buscam justiça; ela foi uma parte importante de muitas sociedades pré-industriais, especialmente na região mediterrânea, e ainda hoje persistem em algumas áreas. Durante a Idade Média não se considerava um insulto ou injúria resolvidos até que vingados.
No passado feudal do Japão a classe samurais mantinha a honra de sua família, clã, ou senhor através do katakiuchi, ou assassinato vingativo. Esses assassinatos também envolviam os parentes daquele que ofendeu. Hoje em dia o katakiuchi é perseguido principalmente através de meios pacíficos, porém a vingança permanece uma parte importante da cultura japonesa.
Os sistemas legais modernos ocidentais geralmente afirmam que sua intenção é a rehabilitação ou a reinserção na sociedade. Porém, mesmo nestes sistemas a noção de justiça como vingança persiste em setores da sociedade.

quinta-feira, setembro 22, 2005

ACID

Acid house is a variant of house music characterized by the use of simple tone generators with tempo-controlled resonant filters. It began in the mid-1980s, when producers of house music discovered that they could create interesting sounds with the Roland TB-303 analogue bass synthesizer by tweaking the resonance and frequency cut-off dials as they played. Acid house music became a central part of the early rave scene in the U.K., and the yellow smiley became its emblem.
There are conflicting accounts about how the term "acid" came to describe this new style of house music. Some believe the term refers to LSD, and that early producers of the music, as well as people at clubs where the music was played, enjoyed the drug and its interaction with the music. Others say that the term was used in Chicago at the time as a term for the squelchy sounds of such bass synthesizers such as the TB-303, and has no connection to drugs at all. Some claim that the acid house scene did have a connection to psychoactive drugs, but that the substance of choice was Ecstasy (MDMA), not LSD.

quarta-feira, setembro 21, 2005

WHO DA MAN? É O SEU JORGE

E já que estamos em maré de música, e apesar da música popular brasileira também não ser a nossa cena (somos uns filhos da puta que não gostamos de nada porra!), apresentamos hoje um caso sério de talento.
Chama-se Seu Jorge e é a next big thing vinda do brasil, senão oiçam e rendam-se ao single "tive razão", faz musica tradicional despida de artificios e efeitos especiais, já passou pelas telas do cinema interpretando Mané Galinha em Cidade de Deus e mais recentemente Pelé dos Santos no muito internacional e irresistivel The Life Aquatic with Steve Zissou, onde contracenou com Bill Murray, Owen Wilson, Cate Blanchett, Angelica Huston, Willem Dafoe e Jeff Goldblum...

terça-feira, setembro 20, 2005

O ANO DA PUSSY

Como é que vamos começar! Bem...chamam-se The Pussycat Dolls, são seis moçoilas e lançaram o 1º album chamado PCD e produzido por gente tão ilustre como Timbaland, Busta Rhymes yada yada yada...ou seja etc.
È pop sem pretensões, muito bem produzido, com musicas muito orelhudas e açucaradas e com umas "boas" vocalistas.
Nós aqui no palhacinho, apesar do popzito pastilha elástica não ser a nossa onda, apostamos que 2006 vai ser o ano da Pussy, é que elas têm "tudo" para vender discos que nem umas leoas. E depois porque as Spice Girls já morreram há muito tempo e já é hora de haver mais umas leoas boas a abanar a peidola ao som do "Tainted Love"
Peace & B Cool
O Lenhador

CSI TARANTINO (palhacinho approved)

Pois é o Sr. Tarantino enquanto não resolve qual será o seu próximo projecto para cinema (as indecisões estão entre levar ao grande ecrã o já muito adiado épico da 2ª guerra mundial com o nome de Inglorious Bastards ao jeito de "12 Indomáveis Patifes" ; ou rodar o megalómano filme de kung fu falado em mandarim e propositadamente dobrado em inglês - old school style), decidiu dar ar de sua graça na série CSI Las Vegas realizando 1 episódio extendido e dividido em 2 partes.
O episódio chama-se "Grave Danger", pertence á 5ª Season - episódios 24 e 25 respectivamente.
Vamos ter de esperar para ver ao que é que a mente perversa de Tarantino submeteu os personagens da série...ou então para quem anda de Mula de vez em quando (nota do administrador: yeah right...de vez em quando, engana-me que eu gosto) o episódio realizado pelo mestre está a 2 clicks ;-)

segunda-feira, setembro 19, 2005

VAMOS SER INVADIDOS...OU TALVEZ NÃO !

Save the Green Planet revelou o realizador Jang Jun-hwan — autor de uma curta-metragem que deu nas vistas, chamada 2001: Imagine (1994) e co-argumentista com Bong Jun-ho de Phantom the Submarine, de Min Byeong-cheon — com a vitória no Festival de Cinema Fantástico de Bucheon. Foi posteriormente apresentado em vários festivais internacionais, incluindo Sitges, onde tivemos oportunidade de vê-lo, recolhendo mais alguns prémios, local e internacionalmente, incluindo o Corvo de Ouro no Festival Internacional de Cinema Fantástico de Bruxelas (BIFFF). Infelizmente, apesar do filme funcionar muito bem perante audiências de festivais de cinema, os resultados de bilheteira na Coreia do Sul estiveram muito longe de ser famosos.
Jikureul Jekyeora!, como outros filmes difíceis de categorizar num género dominante, pagou nas bilheteiras a factura de recorrer a uma linguagem não linear, que exige uma abertura de espírito por parte do espectador ao desrespeito pelas “normas” de género. É uma obra melhor apreciada por quem tem apetites cinéfilos pela descoberta de caminhos que levam a destinos desconhecidos.
Dois elementos destacam-se no reforço da atipicidade de Save the Green Planet!: o modo como transita de registo, passível de provocar confusão nas reacções emocionais por parte de um espectador que procure usar um de vários filtros para receber o filme (horror, comédia, drama, horror, ficção científica? — mas, de que se trata afinal?) e as condições mentais e o comportamento da personagem central, facilmente apontado como um psicótico perigoso: recolhe obsessivamente informação sobre vida extra-terrestre, armazena dados pessoais daqueles que suspeita fazerem parte de uma rede avançada para obter informações sobre o planeta e os seus habitantes, preparando a invasão; rapta, tortura e conforma-se com a morte eventual dos eventuais alienígenas.
Se me perguntarem se este é um filme destinado a agradar aos fãs de ficção científica, a resposta não poderá ser directa. Digamos que é preferível não procurar ver o filme para saciar uma vontade de ver ficção científica. O elemento está lá, a nível conceptual, mas o modo como a narrativa é construída ignora o "género". Trata-se, em certa medida, de um thriller de mistério sobre a mente perturbada de um homem, onde a verdade flutua consoante o ponto de vista. A conclusão pode não explicar tudo o que motiva e o que se passa dentro da mente de Byeong-gu, mas certamente permite entender aquilo que o tornou um dedicado defensor da Terra contra uma suposta invasão de extra-terrestres.
Com uma notável riqueza dramática e grande complexidade da sua personagem central, um clímax de grande impacto emocional que, apesar de desenvolvimentos menos previsíveis, não se deixa levar pela necessidade de surpreender o espectador a qualquer custo, mesmo sacrificando a coerência interna, Save the Green Planet!, já marcou a sua posição como um dos títulos máximos do cinema moderno sul-coreano. Não se trata de boa comédia, boa ficção científica ou bom horror, mas tão só bom cinema.
cinedie asia © copyright Luis Canau

quarta-feira, setembro 07, 2005

GOSTAM DE SCI FI....ENTÃO APERTEM O CINTO!

Não nos apetece escrever muito sobre Primer de Shane Carruth, porque seria impossível descrever algo que indescritivel é!
Apesar de isto vos parecer cliché, acreditem que quando vos dizemos - "esqueçam tudo o que viram até hoje" - estamos mesmo é a dizer para esquecerem mesmo tudo o que viram até hoje (salvo a redundancia), pois em termos de cinema vão para uma montanha russa projectada pelo diabo da tasmania.
Nota do Administrador Gonzalez: "foda-se o filme é mesmo bom"
Divertam-se...com o muito recomendado e com o "selo de cólidade do palhaço"


Primer Movie Trailer:

http://primermovie.com/trailer-Medium.html

terça-feira, setembro 06, 2005

PRISVIDEO RULES....VÉNIA

A Prisvídeo vai lançar no mercado de DVD, dia 15 de Setembro (já para a semana), uma mão cheia de títulos que representam algumas das mais importantes obras lançadas no cinema made in asia.
Para dar início a este ciclo de lançamentos, em DVD, de filmes asiáticos foi criada a label Cine Ásia para, através de um grafismo próprio, melhor identificar o género e o espírito destes lançamentos.
Como garante de uma colecção de excelência todos os filmes foram remasterizados digitalmente, têm som DD 5.1 e DTS, menus e legendas em Português.
Aqui ficam os títulos lançados e recomendados pelo Palhacinho do Demo:
Assim se tiverem prái uns 70 e tal euros pa estoirar á parva têem a caixa do Bruce ...
Edição de Coleccionador Bruce Lee inclui os seguintes DVDs:
DVD - filme: Big Boss, O Implacável (Big Boss)
Extras: trailer original, trailer renovado, entrevista de Tung Wai, Slideshow.
DVD - filme: O Invencível (Fist of Fury)
Extras: trailer original, trailer renovado, entrevista de Tung Wai, Slideshow.
DVD - filme: A Fúria do Dragão (The Way of the Dragon)
Extras: trailer original, trailer renovado, entrevista com realizador e actores, slideshow.
DVD - filme: O Último Combate de Bruce Lee (Game of Death)
Extras: trailer original, trailer renovado, filmagens inéditas, slideshow.
DVD - filme: O Novo Combate de Bruce Lee (Game of death 2)
Extras: trailer original, trailer renovado, bloopers, slideshow.
DVD - documentário: A Lenda de Bruce Lee (Buce Lee the Legend)
Extras: trailer
DVD - documentário: Bruce Lee, o Homem e a Lenda (Bruce Lee, The Man and The Legend)
Extras: trailer
Livro: Ultimate Bruce Lee
Imagens: Lobycards
Se quiserem ficar melhor servidos e se tiverem estômago forte....mas mesmo forte e se gostarem de hemoglobina ás pasadas...mas ás pasadas mesmo...como nunca viram...têem a muita recomendada aqui por nós Naked Killer (ver em baixo)
Edição Colecionador do clássico bullet-ballet on speeds - "Naked Killer" aka Assassina Nua
DVD - Assassina Nua (Naked Killer) Remasterizado e Restaurado
Extras: trailer original, trailer renovado, entrevista de Wong Jing, Entrevista de Simon Yam, Entrevista de Clarence Fok, Slideshow.
Os outros titulos a serem lançados no mesmo (dia 15 setembro) são: Mr. Vampire, O Filho Prodigo e o Pack Police Story I & II

quinta-feira, setembro 01, 2005

ESTÁ A CHEGAR PARA ACABAR COM TUDO

Três anos depois de ter iniciado a sua trilogia sob o signo da vingança, Chan Park Wook está prestes a apresentar o capitulo final e aquele que é desde já, segundo a crítica internacional (alguns sortudos que já o viram), o grande filme do ano de 2005.

Depois dos fabulosos Sympathy for Mr Vengeance e Oldboy (vencedor do grande prémio de Cannes 2003) chega-nos o tão esperado tomo 3 - Sympathy for Lady Vengeance (pejado de um sadismo avassalador dizem as más linguas....cá pra mim....fracos...).
E como Park tem uns cojones do tamanho do mundo e é um dos autores mais inventivos e inteligentes dos ultimos anos (pelo menos para mim), volta a causar sururu com um pequeno pormenor do seu novo filme.....coisa pouca....
Curiosos?
Eu conto aka xibo-me...´
O ínicio do filme começa com cores vibrantes e lindissimas, mas há medida que os contornos da história se vão tornando mais densos e obscuros, a tonalidade das cores vai se perdendo...Ou seja, ao longo de 2 horas o filme vai sofrendo uma longa transformação quase imperceptivel até chegar ao monocromático e mesmo preto e branco.

PS - Ah! e fixem esta frase do filme... "It was okay for me. How about you?"

Sympathy for Lady Vengeance Trailer:

http://www.imdb.com/title/tt0451094/trailers

Sympathy for Lady Vengeance Wallpaper:

TAEGUKGI

Estávamos em Dezembro de 2003 quando o box-office coreano foi confrontado com o seu maior sucesso de sempre. O nome do filme era “Silmido”, e é uma das raras obras destas paragens que teve estreia comercial em Portugal. Esta fita abordava um famoso escândalo, que envolvia tropas especiais treinadas para matar o líder norte-coreano. Com uma audiência de 11 milhões de espectadores, poucos pensariam que algum filme pudesse ultrapassar esta fasquia. Foi logo em Fevereiro de 2004 que o recorde foi batido. Desta feita, o grande responsável era “Tae Guk Gi”, que conseguiu levar 12 milhões de pessoas – 1/3 da população total da Coreia do Sul - ao cinema. Ambos os filmes, à sua maneira, mostram a maior ferida daquelas paragens; a guerra e as relações entre as duas coreias.
O filme começa um pouco como “Saving Private Ryan”. Estamos nos dias actuais e um homem idoso é informado que o seu cadáver foi encontrado por um grupo de escavadores. Naturalmente não era ele, pois este não é um filme de terror. O mais certo era que a ossada encontrada fosse do seu irmão mais velho, um homem que para sempre está registado na sua memória. Viajamos assim ao passado e à adolescência deste sobrevivente. Aí vemos como era a sua vida com o irmão, a mãe e restante família. Nesta altura, Jin-Seok (Won Bin) contava apenas 18 anos.
Estala a guerra contra os comunistas do Norte e Jin-Seok (Won Bin) é obrigado a alistar-se no exército. O seu irmão mais velho, Jin-Tae (Jang Dong-gun), parte em seu socorro mas acaba também alistado - e num curto espaço de tempo no meio do conflito. Para piorar a situação, o jovem tem problemas cardíacos e só não sucumbe em diversas batalhas pois o irmão o vai protegendo e alimentando a ideia que um dia iriam voltar para casa. Jin-Tae decide então confrontar os seus superiores militares e fazer um acordo com eles. Se o irmão fosse poupado de missões mais arriscadas, ele executaria as missões que estes entendessem. No fundo o seu maior objectivo é ganhar uma medalha que o levasse a ter mais poder, permitindo assim que o seu irmão fosse dispensado. Jin-Seok (Won Bin) nunca sabe deste acordo e diversas vezes zanga-se com o irmão por este querer entrar em todas as missões suícidas.
Dá-se então o golpe de génio de Kang Je-Gyu, o realizador, que decide mostrar de forma mais profunda as mudanças que cada uma das personagens sofre, à medida que a guerra avança. Se Jin-Seok se torna cada vez mais forte, Jin-Tae parece procurar a fama, através das tais missões.
A expressão “Tae Guk Gi” está directamente ligada ao nome da bandeira sul coreana. Isto não significa que Kang Je-Gyu tome qualquer posição neste conflito. Manifestamente, ele não está interessado nos pontos de vista de cada lado e apenas preocupado em contar a realidade da guerra - e como um conflito altera as pessoas.
“Tae Guk Gi” é um filme imperdível e que merece estar nas “bocas do mundo” - muito mais que o próprio “Saving Private Ryan”, um filme que só me parece interessante nos primeiros e últimos trinta minutos… Que interessa a guerra quando o que mais amamos está em perigo? Vale mais um pedaço de terra que as suas gentes?
Jorge C. Pereira

terça-feira, agosto 30, 2005

PRAZERES RETRO

Há coisas do diabo...Anda um tipo descansadinho da vida de férias e dá de caras com um dos filmes da sua adolescência!
Ok! Também confesso que se calhar os filmes que vi quando era mais novo, muito provavelmente não foram os vossos, e que foram esses filmes do passado que muito provavelmente contribuiram para a minha (de)mente cinéfila dos dias de hoje...Sou um tipo que gosta de coisas estranhas e depois ? Antes isso do que ser escuteiro!
Danger Diabolik, realizado pelo maestro do cinema fantástico italiano - Mario Bava - é um prazer proibido. Provavelmente não é o melhor filme do mundo, mas cumpre aquilo que promete desde os primeiros minutos...diversão, desbunda, alucinação, muita cor e é fabulosamente bem filmado; ou seja entertenimento ao mais alto nível e a milhas de distância de muito blockbuster americano dos dias de hoje.
A primeira memória que tenho de Diabolik, é a imagem do meu pai a entregar-me uma VHS com o filme gravado da então RTP 1, e a dizer-me "vi este filme já há muito tempo...gravei para tu veres...acho que vais gostar"
Hoje posso responder com mais afinco..."passaram-se muitos anos desde que vi pela 1ª vez o filme, e não resisti estas férias quando esbarrei com ele a trazê-lo para casa..."
Desta vez fui eu "Pai! lembras-te deste filme ? ;-)"

domingo, agosto 28, 2005

CHRISTOPHER WALKEN 4 PRESIDENT

Esta é talvez das ideias mais geniais vinda de um dos maiores actores americanos á face da terra...

PS- E já agora Chris se por acaso kiseres ajudar aqui os tugas ......Epah por favor candidata-te nas presidenciais cá da tugolândia (tens o voto dos palhacinhos do demo) porque vem para aí a brigada do reumático aka Duo dinamico - mas ao contrário - Soares & Cavaco....

Senhor tende piedade de nós

Site Oficial Walken 4 President:
http://www.walken2008.com/

quinta-feira, agosto 25, 2005

UM MUNDO SEM LADRÕES

O realizador Feng Xiaogang estruturou a história de A World Without Thieves de forma magistral, revelando uma construção subtil de tensões entre os diversos personagens até á sua conclusão. Estamos perante uma narrativa que se debruça sobre a ilusão e a manipulação do outro e do mundo, conduzindo o espectador ao engano (metáfora, já que estamos perante um filme sobre "o ser enganado") e induzindo-lhe um sentido falso da segurança antes de introduzir voltes de face.
A World Wihtou Thieves emprega as várias qualidades que trazem à vida o mais mainstream dos filmes. Apresentando uma história simples, uma fotografia impressionante e estilizada sem nunca entrar pelo caminho do "MTV-style". O argumentista e realizador Xiaogang tem a receita perfeita para um blockbuster comercial, mas simultaneamente fornece de forma graciosa uma abundância de detalhes bonitos e significativos dignos de uma produção mais arty e independente.

E se falamos de um filme sobre ladrões, Xiaogang fornece uma palete diversa de personalidades em que cada ladrão é excepcionalmente diferente e especial. O diálogo é immensamente poético, com os diálogos dos ladrões a assumirem metáforas constantes (por isso é preciso estarem atentos).
A World Without Thieves surge como uma excelente oportunidade para conhecer o mundo do cinema chinês do mainland. Tem tudo o que um blockbuster é suposto ter, mas com uma profundidade adicionada pouco comum ao género e mérito artístico para os cinéfilos mais exigentes.

quarta-feira, agosto 24, 2005

O DIÁRIO DE JENNA MASSOLI

O Palhacinho do Demo aconselha vivamente a biografia de Jenna Massoli aka Jenna Jameson aka pornostar...Sempre é melhor do que ler a Caras...e até tem umas fotos e tal.

Falando a sério, está efectivamente bem escrito (é claro que não é ela que escreve...não que fosse incapaz, porque a senhora até é muito inteligente) e sempre ficam com uma visão realista da vida de uma stripper/modelo/pornostar.

O livro não é pêra doce, sendo por vezes bastante violento na descrição dos factos (não sendo pornográfico)...mas também não é Shakespeare...lê-se mto bem

Descubram...

quinta-feira, agosto 18, 2005

DO SOHO PARA O MUNDO



Pois e... aqui estamos a chular um computador na loja da Apple no Soho... e deixem-me dizer que melhor que esta merda nao ha.

Ha gajas boas aos pontapes, existem mesmo sitios onde se pode comer outra coisa sem ser um Big Mac... enfim, o paraiso.

Ps- so e pena e esta merda do powerbook g4 nao ter acentos para os tugas....enfim teclados AMARICANOS

segunda-feira, agosto 08, 2005

sexta-feira, agosto 05, 2005

Memórias de Homicídios

Bong Jung-ho assinou em 2001 o inclassificável "Barking Dogs Never Bite", um dos mais emblemáticos títulos da recente produção do cinema sul-coreano, mas que não convenceu o público a afluir às salas. Tendo em conta o conceito — crimes cujo autor nunca foi descoberto e punido —, "Memories of Murder" não parecia mais apto para atrair as audiências. É natural que qualquer obra assente em realidades históricas contenha uma grande dose de dramatização; continua a ser ficção, mesmo que se introduza com o chavão "baseado em factos reais". Mas uma coisa é dramatizar, outra é criar uma realidade alternativa. Se Bong "resolvesse" o mistério, o filme perderia boa parte do impacto que decorre da relação dos sul-coreanos com este episódio marcante do seu passado recente. Por outro lado, seria difícil construir um filme de mistério envolvente, quando se sabe como não vai terminar. Nunca se poderia desenvolver a narrativa com base num eixo que fosse um puro whodunit. A identidade do assassino teria de se remeter para um plano secundário.
Em "Barking Dogs Never Bite", Bung Jun-ho revelou-se tão interessado na história e nas suas personagens como na linguagem cinematográfica usada para a ilustrar. Tratando-se de uma primeira obra, poder-se-ia esperar alguma insegurança da parte do realizador, reflectida num desequilíbrio entre as vertentes formal e substancial, mas tal não veio a suceder. A direcção é firme e não se perde em devaneios formais ou brincadeiras com o meio que ponham de parte o texto. Numa segunda obra, haverá menos tendência para querer mostrar habilidade ou um estilo próprio. «Memories of Murder» não foge a tal regra, mas a sua maior sobriedade decorre, naturalmente, do material-base. Câmara e montagem são exímias ao serviço das necessidades dramáticas, algo que se pode constatar na utilização dos planos-sequência, sobretudo aquele que introduz a acção e nos coloca no meio do mais puro caos, no local onde se encontrou um corpo, rodeado de mirones e onde nenhum agente de investigação parece capaz de cumprir a sua função com o mínimo de competência, de modo a preservar a integridade da cena do crime.

Memories of Murder não almeja ser um thriller pós-moderno; Bong Jung-ho não se rege pelas estruturas e pela linguagem de género. Não a respeita, nem se preocupa em evitá-la. Parte de uma moldura mais vasta, traçando um retrato da Coreia do Sul rural de meados dos anos 80. As especificidades económicas e sociais da época reflectem-se aqui: a indústria pesada está em força e é o principal motor da economia, fazendo-se notar fortemente mesmo num meio rural onde a agricultura é essencial para o sustento de uma franja da população. É um cenário de gente simples, mas onde se sente algum conforto e bem-estar económico. A nível tecnológico, a Coreia do Sul ainda não estava na posição de destaque a nível internacional que ocupa nos dias de hoje e tal reflecte-se nos meios disponíveis para a polícia, que, a dada altura, necessita de uma análise de DNA que tem de ser requerida aos EUA. Na realidade, foi para o Japão que se remeteram as amostras, mas procura-se assim uma maior coerência com a dramatização e com as constantes referências à América como potência económica e ao FBI como paradigma de polícia de investigação moderna, com todos os meios ao dispor.

Ao longo de duas horas, Bong doseia o ritmo da acção, admite humor que não entra em conflito com o registo de um filme que se leva a sério, e prepara-nos para um ou outro cliché, para depois seguir outro caminho. As câmaras abstêm-se de intricados malabarismos, a acção reduz-se a uma ou outra correria, pontuada por uma banda sonora que se entusiasma nos momentos certos; não há tiroteios nem cenas de pancadaria "coreografadas", mas não se deixa espaço para momentos mortos. Com «Memories of Murder», Bong Jung-ho surge como o autor de duas obras incontornáveis no contexto da cinematografia sul-coreana moderna.