quinta-feira, junho 04, 2009

Vinyan (2008)

Vinyan é um filme francês, realizado por Fabrice Du Welz e inspirado pelo filme espanhol Quién puede matar a un niño? (1976) de Narciso Ibáñez Serrador.
O filme conta a história de Jeanne e Paul Ballmer um casal que perdeu o filho no desastre do Tsunami de 2004, que assolou, entre outras regiões, a Tailândia. Devastados com a perda, e esperançados num milagre, visto que o corpo da criança nunca viria a aparecer, o casal deixou-se ficar pela região. Um dia, ao ver uma gravação de vídeo de um grupo de mecenas, que pretendia angariar fundos para as vitimas do desastre, Jeanne chama a atenção para Paul, e insiste que uma das crianças que aparece no vídeo é o seu filho. A partir daí, ambos partem, com a ajuda do misterioso Thaksin Gao, em busca do filho pelas misteriosas zonas de Burma.
O que parecia ser uma ideia interessante rapidamente descamba num atroz filme de terror pseudo-intelectual, aproveitando-se apenas a magnífica cinematografia de qualidade superior.O realizador Fabrice Du Welz proporciona belos planos, servidos principalmente pelas paisagens lindíssimas de Burma. Esteticamente, não há nada a apontar, muito pelo contrário, existem algumas cenas que são filmadas de forma muito inteligente e a parte sonora, essa, é perturbante e normalmente bem aplicada. Sendo o corpo de actores extremamente competente nas personagens que interpretam.
Apesar de uma bela cinematografia, de uma excelente estética e de boas interpretações, Vinyan falha redondamente na história que decide contar, ao invés da história que poderia ter contado, ficando uma sensação de promessa, daquilo que o filme poderia ter sido e não é.

sexta-feira, maio 29, 2009

Um Cheirinho de Blood (2009)

Já por aqui falamos de Blood The Last Vampire (2009), adaptação cinematográfica de um muito conceituado Anime, pois bem as expectativas são elevadas, ainda por mais porque apareceu no youtube os primeiros 5 minutos de filme e que verdade seja dita, está tal e qual sem tirar nem pôr extactamente igual ao original de animação.

segunda-feira, maio 25, 2009

quarta-feira, maio 20, 2009

Inglorious Bastards (1978)

Quel maledetto treno blindato de Enzo Castellari estreou nos EUA com o nome The Inglorious Bastards, sendo este o nome e ponto de partida para a nova apropriação de Quentin Tarantino, para o seu filme a estrear este ano, denominado Inglorious Basterds.
Falemos então de Inglorious Bastards de 1978. E por onde começar! O filme de Castellari é daqueles filmes que se inserem na categoria "filmes do c*********" (desculpem o vernáculo, mas tem de ser), é um filme de culto absolutamente delicioso, um série B de referência e conta com práticamente todos os actores do cinema de acção (série B, cá está novamente) da década de 70, tais como Bo Svenson e Fred Williamson.
A história passa-se em 1944, em França, no final da 2ª Guerra Mundial, onde um grupo de prisioneiros é transportado num comboio para uma base militar, onde serão julgados em tribunal militar pelos seus respectivos crimes. Entre eles estão os soldados norte-americanos Tony (Peter Hooten), que é viciado em apostas; Fred Canfield (Fred Williamson), acusado do assassinato de um sujeito racista; Berle (Jackie Basehart), que tem ataques de pânico e ansiedade quando está perante situações de guerra, e o italiano Nick (Michael Pergolani), que vive para roubar e vender as posses dos soldados mortos no conflito. Há última da hora, chega o prisioneiro mais ilustre do comboio: o tenente Robert Yeager (Bo Svenson), acusado de deserção (para visitar a namorada nos Estados Unidos).
No caminho para o dito julgamento, o comboio militar é atacado por um avião nazi. Quase todos os prisioneiros são mortos no interior do camião em que eram transportados, e os que tentam fugir são fuzilados pelos militares que os escoltavam. No fim do confronto, sobrevivem apenas o tenente Yeager e os quatro soldados anteriormente citados, que resolvem unir esforços para chegar à fronteira Suíça – que, na época, era território neutro.
Este é o toque de midas do argumento escrito a 10 mãos por Sandro Continenza, Sergio Grieco, Franco Marotta, Romano Migliorini e Laura Toscano: Os Bastardos não recebem azilo de nenhum dos lados do conflito, sendo caçados pelos nazis e também pelos seus próprios companheiros aliados (por serem prisioneiros de guerra fugitivos).
Inglorious Bastards bate todos os recordes de carnificina e body count que possam imaginar, mantém do inicio ao fim um estilo que só se pode caracterizar como de super cool, percebendo-se porque é que Tarantino se sentiu atraido pela obra, mas é sobretudo um filme de acção eximio para ver e rever vezes sem conta, daqueles para juntar um grupo de amigos e passar um bom par de horas.

segunda-feira, maio 18, 2009

Company Business (1991)

Bons eram os velhos tempos da Metro-Goldwyn-Mayer. Estavamos no inicio da década de 90, quando progressivamente se avistava a morte anunciada da MGM, que desempenhou um papel fulcral nos anos 80, sendo quase impossivel alguém afirmar não conhecer a imagem de marca do estudio na forma de um imponente leão a rugir. É certo que o leão da MGM continua vivo, tendo sido a companhia adquirida pela Sony Corporation, mas os bons tempos da velhinha MGM há muito que se esvaneceram no tempo.
Ficaram excelentes recordações, como este Company Business (1991) de Nicholas Meyer, filme de espionagem ambientado na guerra fria com os fantásticos Gene Hackman e Mikhail Baryshnikov, que embora longe de ser uma obra prima é um excelente thriller com soslaios de comédia e de spy movie old school.
Gene Hackman faz equipa com Mikhail Baryshnikov num thriller onde todos os minutos contam e que percorre a Europa, culminando num confronto no topo da Torre Eiffel! O filme conta a histótia de um ex agente da CIA que é tirado da reforma para escoltar um espião Soviético até Berlim, para uma troca de prisioneiros, tudo parece correr normalmente. Mas quando os antigos adversários percebem que foram traídos pelos seus próprios governos, eles têm de trabalhar juntos para porem a descoberto e acabarem com todos os espiões duplos, a operarem tanto na CIA como no KGB e vencerem um complexo e mortífero jogo de espiões. Recomenda-se vivamente!

quarta-feira, maio 06, 2009

Aquele Inverno em Veneza (1973)

Nicholas Roeg teve um percurso profissional riquissimo, foi director de fotografia para realizadores como David Lean ou François Truffaut e iniciou uma carreira como realizador de onde se destacam obras de extrema relevância para a 7ª arte
Aquele Inverno em Veneza (1973) é considerado um dos melhores thrillers psicológicos, e a verdade é que, mesmo sem se ancorar numa história propriamente dita, consegue oferecer-nos momentos particularmente sinistros, e envolver o espectador do primeiro ao último minuto na sua sombria construção cinematográfica.
Baseado numa história de Daphne Du Maurier, carregado de grandes doses de simbolismo católico, bem como protagonizado por dois actores altamente carismáticos (Donald Sutherland e Julie Christie), Aquele Inverno em Veneza é um filme obrigatório não só para fãs de Nicholas Roeg, como também para fãs de cinema (ponto final!). È uma obra impressionante do ponto de vista visual e estético, onde todos os planos são cuidadosamente estudados e calculados, e onde o realizador ostenta o domínio total no manejo da imagem e na edição, esta igualmente mágnifica. Obrigatório.

segunda-feira, abril 27, 2009

Cook Freaks

Cook Freaks é o novo blog com o selo de qualidade duvidosa do palhacinho do demo. E como o nome deixa adivinhar é um blog de culinária, apadrinhado pelo Palhacinho e pelas Coisas Lili Lala. Podem contar sobretudo com receitas para momentos especiais, para desenrascar, para quem não sabe o que á de fazer para o jantar, e sobretudo para quem tem boa vontade em cozinhar, mas precisa de um step by step.
Aqui fica o conselho do demo e que nunca mais se fale de culinária no palhacinho
morada: Cook Freaks

Ondskan (2004)

Na ausência de filmes interessantes e dignos da nossa atenção, viramo-nos para o passado não muito distante para encontrar-mos Ondskan de Mikael Håfström.
Estocolmo, anos 50. A vida de Erik, um jovem de 16 anos, está manchada de violência e conflitos. Quando é expulso da escola, é enviado para um colégio interno como uma última oportunidade para se libertar do seu círculo vicioso e continuar os estudos. Mas o colégio é tudo menos um refúgio – aqui, o mal está sistematizado sob a forma da opressão imposta aos estudantes mais novos pelo mais velhos. Conseguirá Erik manter a dignidade sem ser arrastado na espiral de violência que está a ameaçar o seu futuro? Esta é a questão colocada ao longo das duas horas de um filme simplesmente brilhante.
Ondskan viria a ser nomeado para o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro. Galardoado ainda pela Academia de Cinema da Suécia com os prémios de Melhor Filme, Melhor Fotografia e Melhor Produção Artística, o filme baseia-se no bestseller autobiográfico do escritor e jornalista Jan Guillou.
Complexo e verosímil, trata-se de um filme simultaneamente duro e comovente, que consegue despoletar um forte impacto emocional sem recorrer a enredos melodramáticos ou clichés de um típico “filme-choque”.
Grande parte da credibilidade das situações é gerada pela brilhante direcção de actores, uma vez que o elenco, apesar de maioritariamente jovem, é bastante seguro. Andreas Wilson, no papel de protagonista, é especialmente notável num desempenho capaz de espressar as convulsões internas de um adolescente incapaz de responder a uma realidade contraditória. Combinando austeridade e fragilidade, Wilson assinala uma muito promissora prestação e é um dos maiores trunfos do filme. Simplesmente brilhante!

quinta-feira, abril 09, 2009

Thirst (2009)

A estreia do novo filme do mestre Chan Park Wook (Oldboy; Lady Vengeance; Sympathy for Mr Vengeance; I'm a Cyborg, But That's OK; Joint Security Area) está já agendada para breve.

O filme chama-se Thirst, conta com um elenco de luxo (para que conhece cinema coreano, pois claro) e é uma história de vampiros. Surpresos? Não? Bem, caros leitores, vindo o filme de quem vem, muito provávelmente nem tudo é o que parece!

quinta-feira, abril 02, 2009

Vénia a Red Cliff II (2009)

É quase bom de mais para ser verdade! Red Cliff II é antes de mais uma homenagem directa a Sun Tzu e á sua famosa obra - A Arte da Guerra - sendo esta citada ao longo das duas horas de fita.
John Woo consegue manter o nível de qualidade da primeira parte, com um pacing/ritmo magistral, conferindo ao filme no seu todo o espírito de um épico grandioso. Ao vermos Red Cliff na sua totalidade ficamos com a plena noção de que: não existem "pontas soltas", a montagem é soberba, a direcção de actores irrepreensível e pela primeira vez na filmografia de Woo temos uma mulher a desempenhar um papel de uma personagem que habitualmente seria masculina. E aqui soma-se ainda mais "pontos", pois Woo consegue transpor o "male bonding"(pautado pela honra, amizade e compromisso) habitual nos seus personagens masculinos para uma relação homem-mulher onde os mesmos principios se aplicam, sem qualquer tentativa de erotização.
O palhacinho do demo aconselha a visionarem as partes I e II de seguida (4 horas) e vão perceber a razão pela qual esta não só é a obra prima de Woo, como também a obra que consagrará novamente John Woo por todo o mundo. Á muito que não se via um filme tão empolgante e com tanto fôlego e "pêlo na venta".

sexta-feira, março 27, 2009

Red Cliff II (2009)

Será quase impossivel que John Woo caia do seu estado de graça com a segunda e última parte do épico Red Cliff. Foi no final de 2008, aquando da estreia da primeira parte do filme, que Woo voltou ás bocas do mundo cinematográfico, depois de algumas experiências falhadas em Hollywood (com a excepção do seminal Face/Off), conseguindo no seu pais de origem aquilo que nunca poderia vir a conseguir nos EUA - liberdade criativa.

Red Cliff foi o eterno bébé de Woo, em eterna gestação, um autêntico labor of love com anos e anos de preparação até á chegada do momento certo da carreira do autor.
Não vos iremos mentir! Ainda não pusemos os olhos em Red Cliff II, mas é praticamente certo que nos irá suplantar as expectativas, tendo em conta a magistral abertura desta segunda parte, com um apanhado da história do 1º filme.
A critica da obra no seu total virá em breve. Esperemos!

Sky Crawlers (2008)

Depois de Ghost In The Shell: Innocence, e de uma outra experiência cinematográfica falhada (a qual não osamos mencionar o nome), Mamoru Oshii regressa ao anime com Sky Crawlers. E que regresso caros leitores! Sky Crawlers é não só um prodigio da técnica, como também o regresso ás origens de Oshii, e um filme alicerçado numa história aparentetemente simples, mas pejada de significado metafórico.
Após nos ter presenteado, e também confundido, com o desafiante e conturbado Innocence, Oshii apresenta-nos uma história com muitos pontos de contacto com Jin-Roh, longe da complexidade narrativa de Innocence.
Para muitos o melhor realizador de anime, enfant terrible do cinema nipónico, autor e misto de cientista louco; chamem-lhe o que quiserem, mas este é "O" filme de animação de referência de 2008.

domingo, março 15, 2009

Animal House (1978)

Aqui fica o poster da semana, em homenagem ás mudanças de casa. O filme chama-se Animal House, conta com o fabuloso John Belushi e é um clássico da comédia do final da década de 70.

quinta-feira, fevereiro 26, 2009

Nova Compilação Innervisions 2 (2009)

Já está disponivel, aqui no Palhaço, a nova compilação do nosso artista electrónico de serviço. São 3h30m avassaladoras. Para se abarbatarem é só clicar na imagem!

sábado, fevereiro 21, 2009

Blood The Last Vampire (2009)

Quando a produtora de anime I.G. Produtions, responsável de obras como Ghost In The Shell, estreou o filme Blood: The Last Vampire (2000) os aplausos foram ensurdecedores. Realizadores como James Cameron aclamaram o novo projecto de Mamoru Oshii (produtor), pela arte conceptual e pela fabulosa direcção artística.
Pois bem, a I.G. Productions prepara-se para nos surpreender mais uma vez com a estreia do filme em imagem real de Blood. Esta é a segunda incursão da produtora de animação em live action features, tendo sido a primeira o fabuloso Avalon de Oshii. Apertem o sinto que vem aí o trailer!

quarta-feira, fevereiro 04, 2009

The Killer (1989)

É verdade que temos andado um pouco ausentes! Mea "Nossa" Culpa! Mas também vocês pensam que a nossa vidinha é só publicar post's no palhacinho? Ala que se faz tarde, que não há ateus nas trincheiras e chuva civil não molha militares! [O quê?]...Bem Adiante caros leitores! Com isto queremos vos dizer que voltámos ás lides habituais do cinema de culto e afins.

Hoje temos o enorme prazer de vos trazer "O" filme de John Woo. E porquê "O" filme de John Woo? Porque simplesmente é! Num registo para muitos inspirado em Magnificient Obsession, de Douglas Sirk, e Le Samurai, de Jean Pierre Melville, a importância de The Killer no panorama cinematográfico mundial e na subsequente “ascensão” de John Woo rumo aos EUA é inquestionável. O conceito do assassino de bom coração e com uma ética um tanto ou quanto inesperada, foi seguida com sucesso por filmes posteriores, dos quais são exemplo Léon de Luc Besson.
The Killer é sem dúvida a obra prima de John Woo, pelo menos aquela que o deu a conhecer ao mundo ocidental, e não foge praticamente a nenhuma das premissas que caracterizam o subgénero que o próprio Woo criou - heroic bloodshed. O filme explora as marcas do autor, com a amizade, a honra, o dever e a redenção, tendo por suporte a violência extrema aliada a cenas emblemáticas pejadas de estilo. É um filme feito com corpo e alma, de dimensão superior, fazendo com que este mereça constar no panteão das grandes obras de sempre da história do cinema asiático.

A obra de Woo é atravessada por um fio condutor, sendo radicada em valores fundamentais como a família, a religião, a amizade e a solidariedade.
Os heróis de Woo são cavaleiros andantes, no sentido figurativo do termo, homens anacrónicos, nobres e valorosos, em busca de um ideal pelo qual lutam até à morte. Os anti-heróis de Woo são crepusculares, samurais modernos, amaldiçoados pois carregam uma cruz até à redenção final (pode ser na igreja, com pombos a esvoaçar e velas a consumir).
The Killer não foi dos filmes mais populares do cineasta em Hong Kong — o seu sucesso no ocidente até criou ressentimentos na indústria local. Mas é o apogeu do seu cinema híbrido: encontro celestial entre Scorsese, Jean-Pierre Melville e a lealdade e honra das lendas marciais e heróicas chinesas, decantados por uma sensualidade lânguida e pelo romantismo terminal do cristão e moralista que é John Woo. Velas, cruzes e pombas saturam o amor entre um polícia e um assassino contratado, que se tacteiam com as armas — entre eles, uma mulher cega. É um espectáculo fúnebre em que a vertigem erótica é diferida através de bailados de balas e corpos no ar. O final, é uma histérica citação de "Duelo ao Sol", de King Vidor. Mágnifico e imperdível!

segunda-feira, janeiro 26, 2009

Goemon


A estreia de Goemon está já aí á porta (no Japão claro está!). O realizador Kazuaki Kiriya, que teve a sua estreia com o fabuloso Casshern é o capitão do barco, e pelo que podemos ver pelo trailer o imaginário visual de marca do autor está de novo bem patente.

domingo, janeiro 11, 2009

Mais do Melhor de 2008

É sem dúvida a segunda bomba-atómica-cinematográfica-asiática do ano de 2008, depois de Red Cliff do mestre John Woo.

The Good, The Bad and The Weird é um dos fortes candidatos aos prémios do fantasporto 2009, e é nem mais nem menos do que um Western Koreano. Tem duas grandes estrelas, um realizador de peso (Tale of Two Sisters) e é a maior montanha russa de boa disposição que podem ver este ano.

sábado, janeiro 10, 2009

Maravilhoso

Se justiça for feita, Gran Torino será nomeado para os Oscares na categoria de melhor filme de 2008, Clint Eastwood será nomeado para melhor actor; e arrebatará os dois prémios! E que não fiquem margem para dúvidas, estamos perante o estado de graça de Eastwood, e a sua melhor obra em anos.
No ano em que estreia duas obras de uma acentada só, como já vem sendo hábito, o realizador presenteou-nos este ano com Changeling e Gran Torino. Em Changeling estamos perante uma grande produção, com nomes sonantes da meca do cinema. Em Gran Torino temos um pequeno, grnade filme, que vai impressionar mais, mas bastante mais que o seu irmão.
Desde há muito que as obras de Eastwood se tornaram sinónimo de qualidade, mas com esta obra, estamos a falar de cinema de autor numa outra dimensão completamente diferente. Nunca o realizador esteve tão próximo da prefeição, de outros tantos autores que admira como Kurosawa e mesmo Kitano.
Gran Torino é um clássico imediato, mostra a força e porque não pujança dos 79 anos de Eastwood, a provar que continua a ser o realizador mais importante dos EUA.

sexta-feira, janeiro 02, 2009

Entre os fãs de Dario Argento é notório e reconhecido que ele gosta de interpretar as mãos dos serial killers nos seus filmes. Em vários deles, o cineasta coloca-se numa posicção voyorista entre o seu cinema e a relação que o espectador tem com este. Tenebre é o mais metalinguístico dos filmes de Argento e aquele onde esta problemática ganha mais relevo.
Foi o primeiro giallo que Argento viria a fazer desde que o seu Profondo Rosso tinha revitalizado o género em 1975. Pelo meio fez dois filmes, "pequeninos", que simplesmente são duas das suas obras primas, Suspiria e Inferno, que trabalhavam um horror sobrenatural. Este regresso às origens parece ter seguido desta necessidade de colocar-se a si mesmo e a sua filmografia em questão. O resultado é um dos melhores e mais intrigantes filmes do realizador, talvez o que melhor exprima a crença de Argento de que estilo e substância andam juntos. A história é sobre Peter Neal (Anthony Franciosa), um famoso escritor de livros policiais violentos, que viaja a Roma para divulgar seu último "best seller" Tenebrae. Enquanto ele ainda está no avião, um psicopata inicia uma série de assassinatos aparentemente inspirados no seu último livro. O detective responsável pelo caso, Germani (Giuliano Gemma, o único policia simpático dos filmes de Argento), pede ajuda ao escritor, que entre os seus compromissos promocionais começa a receber cartas e telefonemas do assassino.
Diferente de outros filmes de Argento, em Tenebre o personagem principal nunca assume o papel de investigador, uma tarefa que fica a cargo do coadjuvante Germani. Apesar de nitidamente afetado pelos crimes, o escritor tenta ficar à margem dos acontecimentos, seguindo com a série de entrevistas agendadas. Em Tenebre, ao contrário dos outros giallo, o who done it é realmente peça central nos interesses de Argento. O espectador é convidado para tentar resolver o quebra-cabeças apresentado em vez de apenas acompanhar o herói-investigador.
O enredo de Tenebrae é dos mais complexos na obra de Argento em termos de construção. E para o espectador não há uma cena final que o tranquilize . Este é o mais cru e pessimista dos trabalhos de Argento.
Mágnifico exercício de estilo, com um especial cuidado com a estética arquitetónica do filme.

terça-feira, dezembro 23, 2008

O Melhor de 2008

Agora que o ano de 2008 se aproxima do fim, e como é tradição aqui no palhacinho, procede-se á eleição do que melhor se fez em termos musicais.
A grande surpresa de 2008 foi sem dúvida o fabuloso album do projecto MGMT - Oracular Spectacular. Muito provavelmente não há ninguém que ainda não tenha ouvido músicas como kids, time to pretend ou mesmo electric feel, mas se ainda não tiveram o prazer é imperativo que o façam com relativa urgência.

Num universo completamente diferente, está o monstruoso album de Jose James - The Dreamer. Trata-se de "O" melhor songwritter da actualidade, e a mostrar que o Jazz vocal não é só Diana Krall e afins. The Dreamer é de uma perfeição exímia e se tivermos mesmo que eleger um único disco seria este.

Curiosamente ambos os projectos musicais têm das melhores remisturas do ano. Para os MGMT temos a remistura dos Soulwax para Kids; e para Jose James temos a remistura de Moodymann da faixa The Dreamer

segunda-feira, dezembro 22, 2008

Inglorious Bastards

Desta é que parece que é mesmo de vez! Depois de inumeros anuncios acerca do próximo projecto de Quentin Tarantino; eles eram filme de kung fu old school mal dobrado em inglês, entre outros. No final de contas vai haver Inglorious Bastards, um remake re-imaginado do filme homónimo de 1978, tratando-se numa incursão pelos filmes da 2ª guerra mundial ao estilo de Dirty Dozen.
A história é sobre um grupo de soldados Judeus-Americanos, conhecidos como "the bastards", que são escolhidos para espalhar o terror pelo território ocupado pelos nazis.As primeiras fotos já andam aí, e provam que o filme irá contar com um autêntico star power, como os filmes de Tarantino nunca tiveram.

Red Cliff parte 2

Em Janeiro de 2009 irá estrear a segunda e última parte de Red Cliff do mestre John Woo.

O trailer já anda por aí e deixa-nos a salivar ainda mais, do que já estavamos.

What da F****

Não sabemos muito bem o que dizer do novo filme de Will Smith, realizado pelo mesmo de The Pursuit Of Happiness! Nem sequer sabemos por onde começar! Nem sequer sabemos qual foi o propósito de realizar Seven Pounds!
Seven Pounds é um filme que guarda um segredo e o tenta esconder, do espectador, até á sua elipse final. Esse segredo é algo que se vislumbra sensivelmente a meio do filme, mas que é demasiado macábro para acreditarmos na nossa intuição, sendo no final que as nossas piores expectativas saiem confirmadas.
É uma obra com um conceito mau de mais para acreditarmos nele, inverosímel, despropositado e excessivamente pretencioso. Seven Pounds é isso mesmo, sofre de demasiado pretenciosismo, manipula o espectador a fazer lembrar o cinema de Lars Von Trier no seu pior.
Seven Pounds provoca mau estar no espectador, ao ponto de não querermos ver mais, mas suscita uma curiosidade mórbida do género - "vamos lá ver até onde isto vai".
É sobretudo um veículo para Will Smith na corrida aos Oscares, e aqui diga-se de passagem - "não estamos a falar de um ferrari".

sexta-feira, dezembro 19, 2008

All Things Must End

Image and video hosting by TinyPic

Preparem-se para um épico de 2 horas de tech house sem dó nem piedade! É a única coisa que vos podemos adiantar de All Things Must End. Para ficarem com o dito é só clicar a foto.

quarta-feira, dezembro 17, 2008

Beyond The Valley Of The Dolls

Mea Culpa por ainda não termos falado de Russ Meyer! Entre a genialidade e a ridículo esquizofrénico (se é que isso existe), Russ Meyer misturou tudo o que conhecia da cultura Pop emBeyond The Valley Of The Dolls. Conhecido como um dos principais nomes do cinema sexplotation, que equivale às nossas pornochanchadas, foi encarado pela Fox como a luz ao fim do túnel á crise financeira em que o estúdio se encontrava. Nos loucos anos 60, o mundo vivia a mais radical revolução cultural e sexual, o que deixava sem sentido toda pompa das grandes produções de hollywood. Graças a isso, o maldito (para alguns!) Russ Meyer iria finalmente trabalhar dentro da capital mundial do cinema, num dos raríssimos casos onde um então director independente teve absoluta liberdade para criar sem interferência dos executivos da Fox. E ele não se fez rogado. Como a autora do livro O Vale das Bonecas não vendeu os direitos para a sequela de Valley of The Dolls (1967), Fox e realizador optaram por uma espécie de sátira ao submundo do show business interpretada de forma realista na medida do possível.

A história é sobre uma girls band que parte para a Califórnia em busca da fama, sexo e drogas! Tem um ritmo de edição rapidíssimo, coisa que a MTV só faria décadas depois, além de alguns videoclips da banda fictícia The Carrie Nations entrecortando com a história. Sem perder o fio da meada, os vários personagens envolvem-se em situações melodramáticas, hilariamente baratas de fazer o argumentista da pior telenovela mexicana corar de vergonha. Como o céu é o limite ao deboche psicadélico, Beyond The Valley Of The Dolls surpreende-nos até aos seus momentos finais, violento e criativo que dificilmente será esquecido por quem o vier a ver.

Primeiro Tomo

É o primeiro avanço do album de estreia, do nosso artista electrónico de serviço. Celebrate é um single marcado por uma viagem de ritmos electrónicos, riffs fortes e uma envolvência sempre na beira do abismo. Abusivo!
Para ouvirem basta clicarem na foto em cima.

sexta-feira, dezembro 12, 2008

Goemon

No dia 5 de Janeiro de 2009 estreia o novo filme de Kazuaki Kiriya, o senhor que deslumbrou os fãs de Manga e Anime com o seu fabuloso Casshern. Desta vez o desafio é maior, o orçamento astronómico e poderá ser o blockbuster nipônico do ano.
O trailer teve a sua estreia hoje nas salas de cinema japonesas e com ele que desejamos bom fim de semana.

Trailer -
aqui. (ainda não chegou ao youtube).

quinta-feira, dezembro 11, 2008

No Sapato

Depois de algumas falhas por parte do nosso artista electrónico de serviço; no fundo ele é como o Moita Flores - "nunca está na câmara" - ou seja diz que faz, mas a ultima compilação anunciada (Innervisions 2) não saiu.
Parece que desta é de vez! Na próxima semana, e em exclusivo no Palhaço, estará disponível por tempo limitado o download do album de originais do dito senhor. Ah! e não se paga nada!

terça-feira, dezembro 09, 2008

Entretenimento q.b.

Desta feita, abrimos uma rara excepção e vamos comentar algo que não se prende á 7ª arte! Nas deambulações dos palhaços pelo muito apreciado Google, deparamo-nos com algo de muito estranho. Ora na secção de Entretenimento do Google News fomos surpreendidos com uma primeira notíca muito peculiar, não fosse a secção onde estava inserida - MP prova mais de 100 crimes de Carlos Silvino. Será de facto algo que queremos ler na secção de entretenimento (aka divertimento; recreação; distracção; passatempo; brincadeira)?

Como Perder Amigos & Alienar as Pessoas

O novo porta estandarte da comédia britânica, Simon Pegg, foi exportado temporariamente para os EUA e o primeiro fruto desta aliança é uma comédia romântica de humor corrosivo.
Depois de Shawn of The Dead e Hot Fuzz chega-nos esta nova epopeia de nome épico How to Lose Friends & Alienate People, que conta a história de um colonista de revistas cor de rosa que é convidado para ir trabalhar para a mãe de todas as revistas da fofoca nos EUA.

Estamos perante o típico filme de comédia romântica - boy meets girl - sem grandes pretensões, já visto e revisto mil e uma vezes, mas aqui com a presença do grande Simon Pegg a trazer uma lufada de ar fresco a este tipo de filmes.
Enquanto filme de comédia romântica está uns bons furos acima da média, mas comparando com os filmes anteriores do actor nem por isso, ficamos com a sensação ser mais do mesmo.
Para quem não conhece o trabalho deste excelente actor, esta é uma boa aposta para passar um bom par de horas.

quinta-feira, dezembro 04, 2008

Freud Além da Alma

Freud - Além da Alma, dirigido por John Huston em 1962, cobre o período da vida do "pai da psicanálise" desde o momento em que se licencia no curso de Medicina pela Universidade de Viena até a formulação da teoria da sexualidade infantil.
O argumento do filme foi elaborado pelo filósofo existencialista, Jean-Paul Sartre, cabendo a Charles Kaufman e Wolfgang Reinhardt adicionar um certo sabor hollywoodiano ao guião. A cargo de Montgomery Clift, o rei das sessões da tarde dos cinemas da década de 50, ficou o papel de Sigmund Freud. Montgomery Clift é um actor extraordinário, teve a sua vida interrompida prematuramente aos 45 anos devido à dependência do álcool e de drogas, personifica um cientista cujo maior objetivo na vida era a busca da verdade.

Uma das grandes virtudes do filme é o de intercalar e relacionar a vida pessoal de Freud com as suas descobertas.
Freud - Além da Alma não está entre os melhores filmes, reconhecidos pela crítica, de John Huston. No entanto, e estando longe de ser uma obra-prima, "Além da Alma" é o retrato didático de um dos mais importantes impulsionadores das ciências sociais e humanas dos nossos tempos.

quarta-feira, novembro 26, 2008

Fasten Your Seatbelts

Durante muitos anos, e em especial nos primeiros, a série de tv famosíssima - Star Trek - dominou os aparelhos de tv. Foram vários os actores que vestiram a pele de Captain Kirk, mas o mais carismático de todos é sem dúvida William Shatner, que últimamente revitalizou a sua carreira com o papel de advogado senil em Boston Legal.


Nunca escrevemos sobre a série Star Trek, pois na realidade nunca fomos grandes fãs, na realidade somos mais Space 1999 do que Spock's, Kirk's e Enterprises; mas também não podemos esconder e negar o impacto que Star Trek teve na vida de muita gente, senão veja-se as convenções de Trekies, os inúmeros filmes e as inumeras seasons de um franchising que nunca morreu.

Pois bem, neste momento o mundo cinéfilo prepara-se para ser abalado mais uma vez pela mão e génio criativo de J.J. Abrams (criador de Lost, Alias, Cloverfield). O homem foi contratado pelo estúdio para injectar o seu ADN criativo no novo filme da nova era de Star Trek; e amigos, o trailer diz tudo do porquê de J.J. ser um dos máriores no mundo do entretenimento.

quinta-feira, novembro 20, 2008

Coraline de Neil Gaiman

Dentro em breve irá chegar aos grandes ecrãs (que no caso português deverá ser mesmo o dvd, BR) o filme Coraline que adapta a graphic novel de Neil Gaiman.

Documentário do Ano

Esqueçam tudo o que viram e ouviram até hoje! Para quem ainda não os conhece, os Justice são uma espécie de "AC/DC vs Metallica vs Daft Punk vs Não há nada com que se possa comparar", são uma dupla francesa e os actuais pontas de lança da nova música francesa. Ao vivo são uma experiência única, arrastam multidões, têm uma legião de fãs fieis e devotos, e são o melhor espectáculo ao vivo no que respeita á música electrónica. E sim! Mesmo comparando com Chemical Brothers.
Depois do album de estreia Cross (2008), do sucesso de temas como D.A.N.C.E. e DVNO, chega-nos o DVD da tourne que pelo trailer vai acabar com tudo!
Preparem os vossos olhos e ouvidos porque vêem aí os enfant terribles da nova música francesa!

sexta-feira, novembro 07, 2008

Coming Soon

A excelência da música electrónica, pelo mão do nosso artista de serviço, estará de volta muito em breve.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Fritz o Gato Maroto

Esqueçam o Garfield! Os gatos nunca faltaram no mundo da BD e da animação, mas o felino que realmente fez a diferença nos Estados Unidos e no mundo chama-se Fritz, é cínico, vagabundo, adora orgias, e é um verdadeiro objecto de culto para muito boa gente.
Fritz The Cat, tornou-se um ícone da contracultura Americana, foi criado em 1965 por Robert Crumb, autor de outras obras BD underground igualmente ácidas, como Mr. Natural e Sis. Na verdade, Crumb já brincava com a ideia de um personagem felino nas suas primeiras histórias produzidas no final dos anos 50, mas nada se viria a comparar ao gato que fez sua estreia nas páginas da revista marginal Help.
Fritz é um gato antropomorfizado que representa um típico jovem dos anos 60 e 70. Nas primeiras histórias, aparecia por vezes como o universitário adepto de drogas e mais preocupado em "facturar" colegas do que estudar.

Na adaptação cinematográfica de Fritz The Cat (1972), este exacerba-se contra o fascismo policial, tem uma postura quase de vagabundo, cheio de discursos vazios cujo único propósito na vida é o sexo com uma (ou mais) representantes do sexo feminino. É uma personagem altamente volúvel do ponto de vista ideológico, violento e muitas vezes sem propósito.

A edição em DVD de 3 discos da Arrow Films é uma preciosidade e conta com o filme original de 1972, Fritz The Cat, com uma sequela denominada The Nine Lives of Fritz The Cat, com uma extensa entrevista do realizador e com um par de trailers. Recomenda-se vivamente!

terça-feira, outubro 21, 2008

Dois Thrillers Para Todos os Gostos

Esta semana regressamos com duas propostas semelhantes no género, mas muito distintas no estilo. Em primeiro lugar temos Transsiberian, uma produção espanhola, com um dos melhores produtos que o país tem para exportar em termos de representação - Eduardo Noriega. Com um elenco internacional, que conta com Woody Harrelson e Ben Kingsley, Transsiberian é o nome do comboio que faz a ligação entra a china e a Russia, e onde se irá desenrolar um bastante bem conseguido jogo de gato e rato entre os nossos protagonistas. Estamos perante um thriller onde o suspense e a intriga se sobrepõe a eventuais cenas de acção (quase...mesmo nulas), sendo este um daqueles filmes que vai beber ao classicismo do género, na escolha dos planos e na gestão de espaço e tempo. Com isto asseguramo-vos que serão duas horas muito bem passadas.
A outra proposta vai para Taken, protagonizado por Liam Neeson e com a realização de Pierre Morel. Aqui a história é pautada por 90 minutos de acção trepidante, com um enredo que está lá para suportar as cenas de acção, mas sem cair totalmente no vazio. È um excelente filme de acção puro e duro, uma espécie de nova versão do filme Commando (esse mesmo), daqueles que seguem a lógica de A a B, sem grande espaço para contemplar as falhas. Liam Neeson é convincente no papel de pai (agente do governo retirado) cuja filha é raptada num país estrangeiro, ao qual ele terá de se deslocar para a resgatar.
Se tiverem de escolher entre um e outro nós facilitamos. Transsiberian é um thriller que toma o seu tempo, exigindo muito mais do espectador. Taken é 90 minutos de entretenimento puro e duro, sem grandes pretensões de nos fazer pensar. Agora escolham (não resistimos ao trocadilho!)

sexta-feira, outubro 17, 2008

Across The Universe


É destas coisas é que o povo gosta, sermos supreendidos quando nada ou pouco esperamos, sentirmo-nos completamente embrenhados e embriagados quando as nossas expectativas são baixas. Com muita surpresa descobrimos duas coisas; por um lado, que a música dos Beattles nunca nos foi tão saborosa (é que não somos grandes apreciadores); por outro, que á de facto vida para os musicais depois de Moulin Rouge.

Across The Universe da realizadora Julie Taymor (Frida) é um bombástico assalto a todos os sentidos; estéticamente fenomenal, musicalmente extremamente bem conseguido, onde os actores cantam e têm excelentes performances muito, mas muito acima da média. A história não é um mero acessório ás musicas, é um retrato de uma época e de um país - EUA - durante a guerra do Vietnam, ao som de músicas como Hold Me Tight, Hold Me Tight, With A Little Help From My Friends, entre outras. Recomenda-se muito, obrigatório mesmo.

sexta-feira, outubro 10, 2008

Tony - O Maior do Bairro Dele!

Confessamos que não somos nada fãs dos filmes portagonizados pelo artista marcial tailandês Tony Jaa. No entanto, reconhecemos as extraordinárias e impressionantes capacidades físicas do senhor, diriamos mesmo impares. Mas então porque estamos nós a falar do senhor? Estamos a escrever sobre o Tony, porque ele protagoniza uma impressionante cena de acção de 4 minutos, onde tudo acontece perante os nossos olhos num único take; ou seja, em momento algum irão ver um único corte, tudo é prodigiosamente coreografado ao pormenor, sem duplos e sem efeitos digitais.

Aconselhamo-vos a verem o video, mesmo que não sejam fãs de filmes de pancadaria, porque o que vão ver vale por si só. Impressionante!

quinta-feira, outubro 09, 2008

Benjamin Button

"Nasci sob circunstâncias incomuns"

É assim que começa The Curious Case of Benjamin Button, adaptado do clássico conto de 1922 de F. Scott Fitzgerald, sobre um homem que nasce com oitenta e poucos anos e passa a rejuvenescer.


E é também este filme que marca o regresso de David Fincher (Se7en) e o reencontro de Brad Pitt com o realizador, depois de ter estado ás suas ordens em Fight Club. Estamos com enormes expectativas para a sua estreia em Dezembro.

sábado, outubro 04, 2008

A Montanha Pariu um Rato

Sem grandes rodeios e muitas introduções o novo filme de Mathieu Kassovitz - Babylon A.D. - é um desastre sem salvação possível, chegando ao ponto do realizador negar-se a promover o filme e não querer mais ouvir falar dele. A culpa é dos estúdios Fox que transformaram a rodagem de Babylon A.D. num verdadeiro inferno, alterando substâncialmente o argumento inicial, e retirando o filme ao realizador na sala de montagem, cortando-lhe 70 minutos. Ora, vamos lá pensar que não é dificil! Quando se tira 70 minutos de um filme para o transformar numa versão de 90 minutos, de certeza que muita coisa irá fazer falta!

Eis o que o realizador tem a dizer do sucedido:

"Fox was sending lawyers who were only looking at all the commas and the dots, they made everything difficult from A to Z (...)" Mathieu K.

"Am I even in the movie any more, or am I on the cutting room floor?" Vin Diesel

"I know what I had -- I had something much better in my hands but I just wasn't allowed to work" Mathieu K.

"I don't see how people who went through all these amazing blockbusters like The Dark Knight and Iron Man this summer will take it." Mathieu K.

"I should have chosen a studio that has guts (...) Fox was just trying to get a PG-13 movie. I'm ready to go to war against them, but I can't because they don't give a s--t." Mathieu K.

"The movie is supposed to teach us that the education of our children will mean the future of our planet. All the action scenes had a goal: They were supposed to be driven by either a metaphysical point of view or experience for the characters... instead parts of the movie are like a bad episode of 24." Mathieu K.

sexta-feira, outubro 03, 2008

Clássico para o Fim de Semana

Abel Ferrara é o eterno enfant terrible do cinema independente norte americano. È um cineasta que não faz concessões, não cede á máquina de hollywood, que por seu lado o quer ver bem distante e quieto no seu canto. É sobretudo um autor com uma legião de fieis seguidores e colaboradores, eternamente apaixonados pela cidade que o viu nascer - Nova Iorque.
O cinema de Ferrara não é fácil, longe disso, obras como o fabuloso The Funeral, e a sua obra prima máxima até á data The Addiction, são filmes desconcertantes, complexos, mas simultaneamente adictivos e inebreantes.

O filme The King of New York é talvez um dos seus filmes mais acessiveis, com uma esquemática muito próxima do thriller policial, é um filme de culto fabuloso daqueles nota 10. Desprovido das temáticas filosóficas niilistas de The Addiction, e do enredo eliptico de The Funeral, King of New York é uma excelente introdução ao universo do autor e conta com uma história que vos vai deixar pouco espaço para respirar. É o seu filme de maior sucesso comercial, e um thriller brutal com todas as imagens de marca do autor e com o seu actor fétiche, o grande...grande Christopher Walken.
Entretanto prepara-se para rodar a prequela, desta feita sem Christopher Walken. A prequela de The King of New York, desenrola-se nos anos 70, época de caos absoluto na Big Aplle e terá o titulo de The Last Crew. Ainda não há nomes confirmados no elenco do projecto.

quarta-feira, outubro 01, 2008

A Não Perder


São dois os filmes que mais têm gerado comentários expectantes, nos meses que atecedem a sua estreia. Curiosamente ambos os filmes são de origem francófona, assim temos o muito aguardado Vinyan, que narra a tragédia de um casal de arquitectos (Emmanuelle Béart e Rufus Sewell) que vivem em Banguecoque. Na altura do tsunami que arrasou a região, o casal perde o seu único filho e fica desesperado. Durante o difícil processo de luto que se segue, numa festa de caridade para angariar fundos para as vítimas do tsunami, a mãe reconhece o seu filho num vídeo que mostra as consequências do desastre no país. Começa então uma terrível descida aos infernos onde a mãe, decidida a encontrar o seu filho custe o que custar, convence o seu marido a acompanhá-la numa viagem sem retorno pelas selvas tailandesas e birmãs. Realizado por Fabrice Du Welz, Vinyan tem tido um enorme hype á sua volta, estreou esta semana e a crítica tem aplaudido entusiasticamente a obra de Welz. Este não é para os sensiveis!

O segundo a ter muitíssimo em conta e que está na categoria - Filme do C********* - é Mesrine: L'instinct de mort. É o filme francês mais aguardado do ano, tem uma participação fabulosa de Vincent Cassel, e narra a história real de Jacques Mesrine aka the original french gangster. Mesrine: L'instinct de mort estreará em breve e está dividido em duas partes devido á sua longa, longuíssima duração.